5S (Seiton, Seiri, Seiso, Seiketsu e Shitsuke)

Graduada em Administração de Empresas (UNIFEMM, 2010)
Graduada em Comunicação Social (PUC-MG, 2013)

Os 5S da qualidade são um conjunto de ferramentas utilizadas por uma empresa para se promover a qualidade. Nascido no Japão, o 5S começou a ser implantado nas empresas no início da década de 1950, após o fim da Segunda Guerra Mundial. Nessa época, as indústrias japonesas ficaram arrasadas e passaram a usar essa ferramenta para evitar desperdícios (luxo que eles não poderiam ter devido à escassez de matéria-prima), a quebra de equipamentos e maquinários e reestruturar sua economia como um todo.

No Brasil, o 5S passou a ser adotado a partir da década de 1970, em grandes empresas tais como. Na década de 1990, foi a vez dos órgãos públicos desvendarem a importância da ferramenta para a melhoria contínua do trabalho e do relacionamento entre seus usuários.

A ferramenta 5S consiste na adoção de cinco passos, à primeira vista bem simples, com o objetivo de embasar o desenvolvimento da qualidade. Os princípios são: o da organização, o da arrumação ou ordenação, o da limpeza, o da manutenção e o da disciplina. A razão de o nome ser “5S” reside no fato das palavras que designam os cinco princípios na língua japonesa começarem com a letra “S”.

A primeira delas é Seiri, que significa “senso de utilização”. Tem o senso direcionado para os materiais. Ela propõe separar o necessário e o útil do desnecessário e do inútil. O destino das coisas que não possuem utilidade também é levado em consideração. Manter produtos ou materiais desnecessários eleva os custos de controle de estoques, seguros, higiene, etc. e ainda tem o potencial de atrapalhar diretamente as operações. A ideia é procurar utilizar ao máximo os recursos disponíveis, sem perder de vista o bom senso e o equilíbrio, de forma a evitar desperdícios e carências.

Seiton é a segunda palavra. Ela representa o senso de ordenação. Ela também tem um senso direcionado para materiais e baseia-se no princípio de que a ordem facilita a localização das ferramentas, materiais e demais itens essenciais para a execução de uma tarefa, já que propõe um excelente sistema de comunicação visual para o acesso a eles. A vantagem do seiton vai além da economia de tempo na localização do que se precisa. Ele representa, um melhor controle do estoque, diminui os riscos de duplicidade de compra e de acidentes. Outros pontos positivos são a facilidade em se detectar os “ladrões” de tempo e propiciar um layout de trabalho mais adequado.

“Limpeza” é a tradução mais adequada para a palavra seiso. Este princípio preconiza a limpeza do local de trabalho e dos equipamentos. Eles devem estar sempre limpos, sem sinais de poeira, sujeira ou resíduos de qualquer espécie. Também deve haver uma preocupação com a adequada destinação do lixo. Essas medidas podem evitar acidentes de trabalho, diminuem a necessidade de manutenção de equipamentos por má conservação, promovem o bem-estar dos funcionários e impactam na produtividade. Direcionado para os materiais, seiso prega a rotina da limpeza e, acima de tudo, não sujar.

As próximas duas palavras são direcionadas para as pessoas. Seiketsu defende a manutenção das condições físicas e mentais de trabalho favoráveis e saudáveis para os trabalhadores. É a atenção a higiene, entendida aqui não só como asseio pessoal, mas também como do ambiente de trabalho e a eliminação de quaisquer coisas que possam gerar algum risco para os trabalhadores. Assim, devem ser observada a existência de ruídos, locais perigosos mal sinalizados, a utilização de equipamentos de proteção individuais (EPI´s), as condições ergonômicas e etc.

Shitsuke é o senso da autodisciplina. A padronização é essencial para a qualidade. Portanto, shitsuke estabelece que é preciso procurar transformar os sensos anteriores em hábitos e se comprometer com os padrões técnicos, éticos e com a melhoria contínua.

Como pode ser observado, a ferramenta 5S age através da educação dos membros da organização. Sua implantação, se feita corretamente, acarreta uma profunda mudança de comportamento das pessoas que trabalham na empresa.

Referências bibliográficas:

Gestão da Qualidade./Pearson Education do Brasil. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2011.

SHIGUNOV NETO, Alexandre. Introdução à Gestão da Qualidade e Produtividade: conceito, história e ferramentas.Curitiba: InterSaberes, 2016.

Arquivado em: Administração