Curva de aprendizagem

Curvas de Aprendizagem (em inglês, Learning Curve) são representações matemáticas utilizadas para verificar o desempenho de trabalhadores quando submetidos a tarefas repetitivas. Esse conceito foi idealizado pelo professor e engenheiro aeronáutico Theodore Wright, em 1936, como resultado de sua observação do processo de redução nos custos de montagem dos aviões durante a Primeira Guerra Mundial. Na sistematização de seus estudos sobre a maneira como experiências anteriores facilitam a realização de uma mesma tarefa, ele constatou que à medida que repetições são efetuadas, o trabalhador tende a demandar menos tempo para sua execução, fato que pode ser justificado pela familiaridade adquirida com os meios de produção, pela adaptação às ferramentas utilizadas e pela criação de estratégias alternativas ou atalhos para a realização da tarefa.

Nos últimos 80 anos, o estudo e o desenvolvimento de modelos de curvas de aprendizagem tem se intensificado especialmente no meio acadêmico e nos setores industriais e de serviços. Na sua utilização este tipo de ferramenta demonstra ser útil no monitoramento de desempenho de trabalhadores quando submetidos à realização de uma nova tarefa, permitindo assim estabelecer indicadores que avaliem o progresso em termos de aumento da produtividade e sua relação com a quantidade de repetições efetuadas.

É comum associar a utilização de Curvas de Aprendizagem no ambiente trabalho à ideia de falta de experiência. Na realidade, os indicadores expressos através da utilização deste tipo de curva têm sido utilizados para aferir e avaliar o tempo necessário para que cada trabalhador estabilize sua produtividade e seu progresso seja calculado. Neste contexto, quando um trabalhador é contratado ou inicia uma tarefa que não tenha realizado anteriormente, é de se esperar que seu ritmo de produção seja menor quando comparado a um funcionário mais experiente; logo, espera-se que a quantidade de tempo necessária para que ele conclua sua tarefa seja menor a cada vez que a tarefa for realizada. Assim, a unidade de tempo diminuirá em um ritmo decrescente e seguirá um padrão previsível e capaz de ser mensurável para o planejamento de atividades futuras.

Portanto, através da utilização de curvas de aprendizagem, é possível otimizar a produção e reduzir perdas pois a distribuição de tarefas obedecendo as características de atuação de cada trabalhador permite, além de programar a produção, estimar prazos e melhor alocar recursos, permitindo ainda que a empresa adote uma política interna de treinamento baseada em fatores como: existência de conhecimentos prévios para a execução da tarefa, facilidade de reter conhecimento e realizar as atividades com destreza, complexidade da tarefa a ser realizada e também a motivação do trabalhador em realizar as tarefas que lhes são designadas. Neste cenário, o objetivo da aprendizagem é adquirir conhecimentos e também modos de utilizá-los de maneira correta e eficaz durante o desempenho de determinada atividade.

Bibliografia:

ANZANELLO, Michel José e FOGLIATTO, Flávio Sanson. Curva de Aprendizado: estado da arte e perspectivas de pesquisa. Gest. Prod., São Carlos, v. 14, n. 1, p. 109-123, jan.-abr. 2007. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/gp/v14n1/09.pdf

PAULO, Edilson e JUNIOR, Carlos Pedrosa. O Fenômeno da Aprendizagem: considerações teóricas, aplicações e limitações. Fundação Visconde de Cairu. Disponível em: http://eco.unne.edu.ar/contabilidad/costos/VIIIcongreso/216.doc