Ergonomia Cognitiva

A Ergonomia Cognitiva é um ramo emergente da ergonomia. Este é um conjunto de fatores que incide sobre o ajuste entre as habilidades e limitações cognitivas humanas entre máquinas, tarefas e meio ambiente. De acordo coma professora Lia Buarque de Macedo Guimarães a Ergonomia Cognitiva é definida como a área que “engloba os processos perceptivo, mental e de motricidade”. Para Fonseca, outro estudioso da área, esse “é o ato de conhecer ou de captar, integrar, elaborar e exprimir informação, para a resolução de problemas”. Assim, fica percebido que este campo da ergonomia atua na maneira como as pessoas pensam e processam informações ao executarem suas tarefas.

De modo geral, nos dicionários de língua portuguesa, a palavra ‘Cognição’ é definida como aquisição de conhecimento, e esta ação está intrinsicamente ligada aos processos conhecidos como Input e Output, onde:

Input:

Ativação, atenção e percepção; responsáveis pela modelação do alerta cortical, pelas funções de sobrevivência, pela vigilância tônico-postural e pela filtragem e integração dos inputs sensoriais.

Output:

Planificação, conscientização do processo, monitorização, predição de consequências, avaliação de resultados, tomada de decisões, processos de prestação, verificação e preparação da resposta e integração de efeitos da ação. (CORREA, Roberta Claro Romão, 2009).

Dentro desse campo de atuação, outros estudiosos como Jairo Eduardo Borges-Andrade e Gardênia da Silva Abbad apontam que a preocupação da Ergonomia Cognitiva está voltada aos seguintes processos mentais:

  1. Domínio Cognitivo – Conhecimento, compreensão, aplicação, análise, síntese e a avaliação;
  2. Domínio Afetivo – Receptividade, resposta, valorização, organização e caracterização
  3. Domínio Psicomotor – Percepção, posicionamento, mecanização e domínio completo.

Independente do porte e/ou ramos de atuação da empresa, a Ergonomia Cognitiva em tempos atuais é um assunto e, consecutivamente, uma demanda relevante para todo e qualquer organização, uma vez que este campo científico auxilia de modo expressivo no desempenho dos trabalhadores, seja em operações braçais, tarefas minuciosas, trabalhos que exijam alto nível de concentração, atividades diversificadas ou tomadas de decisões.

Referências:

GUIMARÃES, Lia B. de M. Ergonomia Cognitiva. Produto e Produção, Porto Alegre, 2004.

CORREA, Roberta Claro Romão. Uma proposta de reabilitação neuropsicológica através do programa de enriquecimento instrumental (PEI). Ciênc. cogn. [online]. 2009, vol.14, n.2, pp. 47-58. ISSN 1806-5821.

ABBAD, Gardênia da Silva; BORGES-ANDRADE, Jairo Eduardo. Aprendizagem humana em organizações de trabalho.  In: ZANELLI, J. C.; BORGES-ANDRADE, J. E.; BASTOS, A. V. B. (Orgs.). Psicologia, organizações e trabalho no Brasil. Porto Alegre: Artmed, 2004. p. 237-275.

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