Kaizen

Graduada em Administração de Empresas (UNIFEMM, 2010)
Graduada em Comunicação Social (PUC-MG, 2013)

Kaizen é uma palavra de origem japonesa que significa “mudança para melhor”. Consiste em uma filosofia em que se busca a melhoria constante. Sua aplicação pode se estender a todos os níveis e grupos sociais. Na administração, kaizen é uma ferramenta de gestão. Através dela, as empresas buscam o aprimoramento contínuo, por meio da identificação de pontos que podem ser melhorados. Esses pontos podem ser encontrados por toda a organização: em seus processos de produção, métodos, produtos, procedimentos, regras e etc. Para tanto, é necessária a participação de todos os colaboradores.

É interessante destacar que o kaizen não consiste em um indicador de desempenho que mede a porcentagem ou níveis de melhoramento. Ao contrário, ele deve ser encarado como um recurso que aponta como devem ocorrer ações de melhoria, bem como sua execução.

A adoção do Kaizen de forma bem sucedida depende muito da cultura organizacional, visto que essa ferramenta tem uma ênfase direta no colaborador. É muito importante que os funcionários e demais colaboradores tenham espaço para manifestar suas opiniões acerca do que deve ser melhorado na empresa e também suas ideias de como fazê-lo.

A implementação do kaizen se inicia a partir da identificação de um problema que pode ser descoberto através de reclamações, gráficos, indicadores, tabelas ou outros. É importante observar que, nesse primeiro passo, podemos identificar tanto um problema estabelecido, como também um problema potencial. Neste último caso, a ação será considerada como preventiva.

Detectado o problema, ou problema potencial, deve-se começar a investigar sua causa raiz, sem deixar nenhuma variável de fora. Portanto, é preciso checar se ela está na matéria prima, na mão de obra, nos processos, no maquinário ou outra fonte.

Descoberta a ou as causas, passa-se a pesquisar possíveis melhorias. Estas podem implicar tanto na manutenção, quando deve-se assegurar que os padrões implementados sejam realmente cumpridos, como também no aprimoramento, quando se deve aumentar os níveis dos padrões estabelecidos.

O Kaizen pode gerar vários benefícios para a organização. Dentre eles, é possível citar:

  • Uma melhor qualidade dos produtos;
  • Redução de desperdícios;
  • Elevação dos níveis de produtividade;
  • Melhoria nos processos de produção;
  • Uma melhor capacitação e participação dos colaboradores;
  • Adaptação dos métodos de trabalho;

O Kaizen baseia-se em alguns princípios:

  • O incentivo à geração de ideias de melhorias para o aperfeiçoamento contínuo;
  • O reconhecimento de que sempre é possível melhorar;
  • A busca pela solução de problemas;
  • A adoção de equipes multifuncionais;
  • Implantação de rotinas que verifiquem a necessidade de melhorias;
  • Capacitação de colaboradores.

Tais princípios estão ancorados em nove ideias base.

  1. Não se acomodar com os mesmos paradigmas de sempre;
  2. Não ficar censurando ideias por elas não serem perfeitas. Melhor pensar sobre como algo pode ser feito, do que ficar procurando justificativas para não fazê-lo;
  3. Realizar boas ideias imediatamente para que as melhorias venham mais cedo;
  4. Ao invés de esperar que a ideia perfeita apareça, dar preferência para a execução imediata e, assim, colher seus frutos imediatamente, mesmo que não represente um ganho de 100%.
  5. Agir com velocidade e presteza, corrigindo eventuais erros imediatamente no local;
  6. Encarar as dificuldades como desafios;
  7. Encontrar a solução perfeita é possível quando se descobre as causas reais de um problema;
  8. Não basta só implementar uma ideia. É preciso experimentá-la e depois validá-la.
  9. As melhorias são infinitas porque sempre há o que pode ser melhorado.

O Kaizen trouxe muitos benefícios: linhas de produção mais confiáveis, melhor tempo de resposta em casos de emergência, diminuição de erros médicos, dentre outros. No entanto, ele tem limitações. Para aqueles que buscam inovações ou mudanças revolucionárias, talvez essa não seja a melhor ferramenta. O Kaizen procura melhorias graduais e contínuas. Nada impede, porém, que uma organização adote o Kaizen e paralelamente invista em inovações.

Referências bibliográficas:

COSTA JUNIOR, Eudes Luiz. Gestão Em Processos Produtivos.1.ed. Curitiba: InterSaberes, 2012.

HURSON, Tim. Pense Melhor: Um guia pioneiro sobre o pensamento produtivo. São Paulo: DVS Editora, 2008.

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