Produção em massa

Graduada em Administração de Empresas (UNIFEMM, 2010)
Graduada em Comunicação Social (PUC-MG, 2013)

Produção em massa é a expressão utilizada para denominar uma estratégia de produção para estoque, também conhecida pela expressão inglesa make-to-stock. A ideia é a empresa produzir o suficiente para ter sempre o produto em estoque e, dessa forma, diminuir o prazo de entrega aos clientes. Essa estratégia é mais viável para produtos padronizados com grandes volumes e previsões razoavelmente precisas, como ocorre nas montadoras de veículos, por exemplo.

A Produção em Massa, ou seriada, surgiu no início do século XX, quando Henry Ford criou e desenvolveu o sistema de linha de montagem e a combinou com a divisão do trabalho e a alta padronização para atingir grandes volumes de produção e baixos custos.

As empresas que adotam essa estratégia em geral, apresentam uma ambiente estável e previsível. Por conta disso, costumam ter uma organização mais burocrática. Os trabalhadores geralmente executam tarefas bem definidas e repetitivas (especialização de tarefas). Quando uma empresa adota a produção em massa, é usualmente porque sua estratégia competitiva está focada na qualidade consistente e baixo custo.

Muitas pessoas confundem Produção de Massa com processo em linha, ou as trata como expressões sinônimas. No entanto, a Produção em Massa é na verdade uma das possibilidades de produção do processo em linha, que implica na existência de fluxos de linha em que tanto os produtos quanto os serviços oferecidos seguem uma padronização.

A sequência de produção nas empresas que empregam a produção em massa segue uma ordem específica. Em um primeiro momento o produto é desenvolvido, depois ele é produzido para finalmente ser vendido ao final do processo. Pode parecer óbvia essa sequência. Mas ela não ocorre quando falamos dos sistemas de produção unitários ou sistemas de produção por processamento.

São características típicas de um sistema de Produção em Massa:

  • A fabricação intermitente realizada em lotes, com montagem seqüencial e em linha
  • Não há necessidade de mão de obra muito qualificada. Ela pode ser pouco habilidosa desde que treinada para praticar tarefas repetitivas
  • Baixa motivação diante do trabalho
  • Tendência à supervisão autoritária
  • Padronização das tarefas e processos
  • Padronização das peças
  • Padronização da matéria-prima
  • Estudo de tempo e de métodos para cada micro movimento
  • Maquinário rápido e dedicado, em função dos volumes de produção
  • Altos volumes de estoques
  • Grandes lotes de fabricação
  • Desperdício excessivo no processo produtivo
  • Organização com muitos setores de apoio à produção
  • Um grupo de ferramentas destinado a cada operação

Referências bibliográficas:

PARANHOS FILHO, Moacyr. Gestão da Produção Industrial. Curitiba: InterSaberes, 2012.

RITZMAN, Larry P; KRAJEWSKI, Lee J.Administração da Produção e Operações. São Paulo: Prentice Hall, 2004.

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