História do Afeganistão

Por Thais Pacievitch
O que hoje conhecemos como República Islâmica do Afeganistão sempre foi uma ponte natural entre o ocidente e o oriente. Dada sua importância estratégica para o comércio e para a conquista de novos territórios, o Afeganistão tem sido, desde a antiguidade, conquistado por diversos impérios: persa, macedônio (liderado por Alexandre, o grande), hindu, mongol (liderado por Genghis Khan), turco otomano, inglês e russo.

O povoamento do Afeganistão data desde a pré-história (Paleolítico). Em 250 a.C. (depois da invasão dos persas, liderada por Ciro), desenvolve-se o reino Bactria, que consegui se expandir em direção à Índia. Anos depois, veio a invasão dos ários, período em que aquele país passou a ter forte influência do budismo. Em seguida, os persas (através dos sassânidas) reconquistam o país afegão.

A partir do ano 651, os árabes vencem os persas, inicia-se, então, a aplicação de ensinamentos islâmicos à população e uma longa permanência do povo árabe naquela região. O domínio mongol inicia-se em 1221 e dura até 1747.

O monarca Ahmad Shah Durrani organizou, em 1747, um Estado com governo centralizado (já denominado Afeganistão), começava uma dinastia que duraria até 1973, nesse meio tempo, ocorreu uma disputa entre a Rússia e a Inglaterra para controlar o Afeganistão. O país ficou sendo um protetorado da Inglaterra a partir de 1880, período que durou até 1919, quando o Afeganistão passou novamente a ser independente.

Em 1973, a república é proclamada (depois de um golpe militar comandado por Daud Khan, que seria deposto e morto, em 1978). Um militar chamado Mohammad Taraki (deposto e fuzilado, em 1979) toma o poder e implanta um governo com partido único e dentro dos moldes comunistas. Em 1979, dá-se a ocupação soviética, que tinha interesses estratégicos, eram eles: aproximar suas fronteiras do mar e proteger, com maior eficácia, as fronteiras do sul. A retirada soviética ocorre em 1988 e 1989. A retirada ocorreu pela resistência dos mujahedin (guerrilheiros islâmicos apoiados pelos EUA, Paquistão e Irã).

Em 1995, surge, no cenário político afegão, uma milícia islâmica fundamentalista (financiada pelo Paquistão) chamada Taliban. Em 1998, o Taliban já havia conquistado 90% do Afeganistão. Em outubro de 2001, os EUA começam a guerra contra o Afeganistão no intuito de destituir o Taliban e matar Osama Bin Laden (ou pelo menos é essa a versão oficial dos fatos). A questão é que a guerra continua e Bin Laden nunca foi encontrado.