Aparelho Vestibular

Por Débora Carvalho Meldau
O aparelho vestibular, também conhecido como sistema vestibular, é composto por um grupo de órgãos localizados no ouvido interno dos vertebrados que apresenta como função a manutenção do equilíbrio dos vertebrados.

Nos humanos, este sistema é composto pelos três canais semicirculares que se fundem numa região central denominada vestíbulo, que apresenta duas outras estruturas vesiculares: o sáculo e utrículo, também conhecidos como órgãos otolíticos.

O utrículo apresenta maiores dimensões quando comparado ao sáculo, localizando-se na região superior do vestíbulo. Existe uma diminuta área de revestimento do sáculo e do utrículo que se diferencia em órgão sensorial, conhecida como mácula. A mácula localizada no utrículo recebe o nome de lápilus, e a do sáculo de rágata. A primeira encontra-se na porção inferior do utrículo, quase em posição horizontal, apresentando importante função na orientação da cabeça quando o indivíduo encontra-se ereto, enquanto que a rágata localiza-se verticalmente apresentando papel importante no equilíbrio quando o indivíduo está deitado (em decúbito).

A cóclea é outra estrutura que está ligada ao sáculo por meio dos canalículos de Hensen, sendo esta primeira é a sede da audição. O conjunto de todas essas estruturas recebe o nome de labirinto, em consequência à complexidade de sua forma.

O labirinto é dividido em labirinto ósseo e labirinto membranoso, sendo que entre estes encontra-se a perilinfa, líquido análogo ao cefalorraquidiano que apresenta como função o amortecimento das vibrações ósseas. No interior das estruturas membranosas é encontrado outro líquido, a endolinfa.

Em situações de movimentação, a endolinfa encontrada no interior dos canais semicirculares caminha em direção oposta ao movimento da cabeça. Quando há uma parada repentina da rotação, a endolifa continua em movimento. Neste instante, o disparo das células ciliares cessa. Deste modo, há a transmissão, pelos canais semicirculares, de um sinal de polaridade quando a cabeça começa a girar e de polaridade contrária quando esse movimento é interrompido.

Os canais semicirculares compreendem três de cada lado, chamados de superior ou anterior, lateral ou horizontal e posterior ou frontal. Cada canal possui uma extremidade dilatada, denominada ampola e outra extremidade não ampolar. As extremidades não ampolares dos canais posterior e superior se fundem antes de alcançarem o vestíbulo, desembocando em um orifício comum.

O epitélio que reveste os canais semicirculares se difere em órgãos sensoriais, chamado de cristas ampolares. Estas, por sua vez, ocupam um terço do diâmetro das ampolas e são compostas por um grupo de células de sustentação e células ciliadas. A cúpula é a estrutura responsável por recobrir a crista e funciona como uma estrutura elástica capaz de deformar-se pelo movimento da endolinfa.

No labirinto vestibular é encontrada a célula ciliada que é uma estrutura receptora. Esta célula é pré-sináptica ao nervo vestibular e podem ser de dois tipos: tipo I e tipo II, diferindo no formato e quantidade de terminações nervosas.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aparelho_vestibular
http://biociencia.org/index.php?option=com_content&task=view&id=85&Itemid=72
http://www.otorrinousp.org.br/imageBank/seminarios/seminario_33.pdf
http://www.brasilmedicina.com.br/especial/oto_t2s2s2.asp