Arte Românica

Por Fernando Rebouças
No império romano havia a Roma Oriental (Constantinopla) e a Roma Ocidental. Na região Oriental, a arte bizantina era cercada por um povo que defendia a iconoclastia, ou seja, a repulsa de manifestar a fé através de esculturas; os templos eram pobres por fora, mas ricos por dentro, pois assim simbolizava como deveria ser o ser humano.

Na região Ocidental desenvolvia-se a arte românica, sem ligação com a romana, a arte românica ou normanda era antigreco-romana. A arte românica não era iconoclasta, pois utilizava a esculura religiosa como forma de catequizar os fiéis analfabetos, uma arte didática. A arte românica sucede a arte “paleocristã”, sofreu influência artística de povos bárbaros como os normandos, vikings e visigodos.

Na composição de esculturas, o expressionismo greco-romano é substituído pelo objetivo informativo; os temas da arte românica foram : o cristianismo, a espiritualidade, o conflito do bem e o mal, e a salvação eterna através da igreja. Nesta fase as igrejas eram isoladas e auto-suficientes, numa condição de “Igreja independente do mundo real”.

As construções das igrejas românicas eram feitas em complexos rígidos, pesados e simétricos, predispostos como fortalezas. A entrada das igrejas eram escuras para simbolizar a treva do mundo, e iluminadas no altar para expressar que a luz e a salvação estava em Deus.