Renascença

Por Alex Federle do Nascimento
Iniciado na Itália, onde o desenvolvimento comercial foi mais precoce, destacaram-se os portos de Gênova e Veneza. O Renascimento, ou Renascença, buscou se inspirar na cultura greco-romana. Inicialmente a ressurreição da ciência se baseia direta e conscientemente na tradição pitagórica do Renascimento, visto que suas práticas religiosas correntes tendiam a ser aceitas como questão de rotina. A cultura clássica impulsionou as artes, as ciências e a filosofia, incentivada por novas descobertas. Os herdeiros das tradições gregas e romanas clássicas foram atraídos pela riqueza das urbes itálicas, marcando assim, o início do processo que se desenvolveu entre os séculos XV e XVI. Toda essa riqueza italiana tornou possível o aparecimento dos mecenas, que patrocinavam diversas produções, como por exemplo, a família Médici e a família Sforza.

Pietá (pintura de Pietro Perugino - 1500)

A característica do Renascimento que pode ser colocada como a de maior importância é a busca de uma ordem e de uma disciplina que superasse o ideal de infinitude do espaço das catedrais góticas na arquitetura renascentista. O Renascimento traz consigo uma série de descobertas (realizadas por cientistas e pensadores) que foram de suma importância social.

O Renascimento não se deteve apenas à Itália, mas, o seu foco inicial foi sem sombras de dúvidas em terras italianas, devido a sua localização mercantil, pois a Itália possuía maiores contatos com culturas e outras civilizações por causa do Mar Mediterrâneo. Em oposição à espiritualidade característica medieval, esse período de transição ocorrida entre o Medievo e o Renascimento, valorizou, sobretudo, o homem do campo. O progresso que as artes, a literatura e as ciências obtiveram foi incalculável, pois o ideário humanista acabou sendo o canal do progresso, tornando-se o espírito do Renascimento.

O movimento humanista não aceitava os moldes de vida da Idade Média, pois via na Antiguidade uma saída, discernia a correspondência aos seus desejos, ocorrendo assim, uma valorização da Antiguidade no aspecto cultural produtivo.

Os fatores mais importantes para a difusão do Renascimento foram o aparecimento e desenvolvimento da imprensa, a decadência de Constantinopla, e por fim, as Grandes Navegações.

Como na Itália do Renascimento literário, tivemos Dante Alighieri (1265-1321) com a obra A Divina Comédia, sua obra apresentava elementos medievais.

Além deste, dentro do Movimento Renascentista, tivemos a participação de vários artistas, como: Copérnico (1473-1543), Tycho Brahe (1546-1601), Kepler (1517-1630), Galileu Galilei (1564-1642), Isaac Newton (1642-1727), Francis Bacon (1561-1626), Thomas Hobbes (1588-1679), René Descartes (1596-1650), Spinoza (1632-1677), Leibniz (1646-1716), Leeuwenhoek (1632-1723), Giambattista Vico (1668-1744), Masaccio (1401-1428), Fra Angélico (1387-1455), Paollo Uccello (1397-1475), Piero della Francesca (1410-1492), Botticelli (1445-1510), Leonardo da Vinci (1452-1519), Michelangelo (1475-1564), Rafael (1483-1520).

Bibliografia:
CHAVES, Lázaro Curvêlo. O Renascimento. Disponível em: http://www.culturabrasil.pro.br/arenascenca.htm, acessado em 13 de fevereiro de 2010.

VICENTIVO, Cláudio. O Renascimento Cultural. In: História para o ensino médio: história geral e do Brasil. São Paulo: Scipione, 2005, p.165-169.

RUSSELL, Bertrand. História do Pensamento Ocidental. Editora Ediouro: Rio de Janeiro, 2004.

O Renascimento na Itália. Disponível em: http://www.historiamais.com/renascimento.htm, acessado em 13 de fevereiro de 2010.

O Renascimento na Itália. Disponível em: http://www.xela.com.br/textos/renit.doc, acessado em 13 de fevereiro de 2010.