Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Por Ana Lucia Santana
O Theatro Municipal do Rio de Janeiro, edificado entre o fim do século XIX e o início do século XX, está situado na Cinelândia, como é popularmente designada a área em volta da Praça Marechal Floriano, no coração do Rio de Janeiro, cidade brasileira. Ele é considerado um dos teatros mais bonitos e significativos do país, criado quando a produção teatral era muito rica entre os cariocas.

Além do mais, o Rio de Janeiro era ainda a capital brasileira, e não poderia continuar a exibir um vazio no lugar de um teatro que fosse digno de sua categoria. As duas maiores casas de espetáculo então ostentadas por esta cidade - o São Pedro e o Lírico – não tinham uma estrutura adequada, nem para a platéia, nem para os artistas da época.

Apesar dos esforços do dramaturgo Arthur Azevedo, em 1894, para que uma casa teatral fosse edificada na capital e pudesse abrigar uma companhia do município, mais ou menos nos padrões da Comédie Française, o único fruto conquistado foi uma Lei que impunha a criação do Theatro Municipal, o que, na verdade, não foi então concretizado.

Apenas no princípio do século XX foi publicado um edital que lançava um concurso para a exposição de planos para a elaboração do Theatro Municipal, uma iniciativa do prefeito Pereira Passos. O projeto que venceu causou então muita controvérsia, pois seu autor era supostamente o filho do próprio ocupante da Prefeitura, o engenheiro Francisco de Oliveira Passos, mas muitos afirmavam que esta criação, conhecida como ‘Áquila’, procedia do setor de arquitetura da repartição municipal. Além disso, o líder do governo era acusado de beneficiar seu filho.

O plano definitivo do futuro Theatro foi uma síntese do ‘Áquila’ e de seu concorrente, com as necessárias modificações. No dia 2 de janeiro de 1905 iniciou-se sua construção. A ornamentação do prédio ficou a cargo dos artistas mais significativos deste período, entre eles Eliseu Visconti, Rodolfo Amoedo e os irmãos Bernardelli.

O Theatro foi inaugurado no dia 14 de julho de 1909, depois de quatro anos e meio, pelas mãos do Presidente Nilo Peçanha e do prefeito da cidade, Francisco Marcellino de Souza Aguiar; nesta época ele podia abrigar 1.739 espectadores, mas em 1934 foi ampliado para que pudesse dar espaço a 2.205 pessoas; futuras mudanças criariam na casa de espetáculos 2.361 lugares.

Ele foi lacrado em 1975 para as necessárias reformas e a urgente modernização de sua estrutura; foi reinaugurado em 15 de março de 1978. Acrescentou-se um prédio anexo em 1996, com o objetivo de propiciar um espaço maior para os ensaios e as companhias de artistas. Assim, setores como o coral, a orquestra e o balé conquistaram novos recintos.

No início o Theatro reservava seu interior somente para grupos e orquestras internacionais, particularmente as italianas e as francesas. Em 1931, porém, surgiu a Orquestra Sinfônica Municipal do Rio de Janeiro. Alguns dos ocupantes desta casa teatral foram Maria Callas, Renata Tebaldi, Arturo Toscanini, Sara Bernhardt, Bidu Sayão, Heitor Villa-Lobos, Stravinsky, entre outros. Atualmente a maior parte dos espetáculos gira em torno da dança e da música erudita.

Sua administração, hoje, cabe à Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro, ligada a Secretaria de Estado de Cultura, gerida pela atriz e diretora de cinema Carla Camurati a partir de 2007. Sua direção artística está a cargo de Roberto Minczuk e a operacional é atribuída a Sonja Dominguez de Figueiredo França.

Fontes:
http://www.theatromunicipal.rj.gov.br/historia.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_Municipal_do_Rio_de_Janeiro
http://www.mozarteum.org.br/