Mongólia

Por Emerson Santiago
O Estado da Mongólia (em mongol: Mongol Uls) é um país localizado na Ásia Oriental, com um território de 1.564.116 km², dimensões um pouco menores que as do estado do Amazonas. O país asiático possui uma população de cerca de 2.754.000 milhões e tem como capital Ulan Bator. O Estado da Mongólia não tem saída para o mar, e faz fronteiras com a China ao sul e Rússia ao norte. A língua oficial é o mongol. A maioria dos habitantes do país seguem o ramo lamaísta do budismo, cerca de 93%, além de 3% de seguidores da religião islâmica.

Em 1206 d.C., um estado mongol foi formado com base em grupos tribais nômades, sob a liderança de Genghis Khan. Ele e seus sucessores conquistaram quase toda a Ásia e a Rússia Europeia. O neto de Gengis Khan, Kublai Khan, conquistou a China e estabeleceu a dinastia Yuan (1279 a 1368). O poder deste povo diminui rapidamente depois da derrubada da dinastia mongol na China em 1368. O Manchus conquistam a China em 1644, formando a dinastia Qing, e submetem a Mongólia sob seu controle em 1691 com o nome de Mongólia Exterior. Os chefes mongóis desfrutavam de uma autonomia considerável sob os Manchus.

Em 1911 a Mongólia Exterior passou de província chinesa a um estado autônomo sob proteção russa (1912-1919), e novamente uma província chinesa (1919-1921).

A Revolução Russa deu aos senhores da guerra chineses uma oportunidade para reestabelecer seu domínio sob a Mongólia Exterior em 1919. Mas após várias vitórias, os soviéticos ocupam a capital mongol Kulun (futura Ulan Bator) em julho de 1921, e Moscou voltou a exercer influência sob a Mongólia. A República Popular da Mongólia foi proclamada a 25 de novembro de 1924 e o regime comunista foi consolidada pelo Partido Revolucionário Popular da Mongólia (PRPM).

Durante a Segunda Guerra Mundial, o exército soviético-mongol foi derrotado pelas forças japonesas, no verão de 1939, e uma trégua foi assinada para a criação de uma comissão para definir a fronteira da Mongólia e Manchúria, no outono do mesmo ano.

Depois da guerra, a União Soviética reafirmou a sua influência na Mongólia. O país tornou-se membro das Nações Unidas em 1961.

Durante o período das tensões sino-russas, as relações entre Mongólia e China se deterioraram. Depois da queda do Muro de Berlim em 1989, protestos pacíficos levam à renúncia do Politburo mongol em março de 1990 e as primeiras eleições multipartidárias ocorrem em Julho de 1990. Na era democrática que se seguiu às eleições de 1990, a Mongólia procurou manter boas relações com seus dois vizinhos imediatos, bem como com os países democráticos mais distantes (referidos como "vizinhos terceiros"). A Mongólia também se envolve de forma mais ativa nas organizações internacionais, incluindo a ONU, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). Desde 2002, as Forças Armadas da Mongólia treinaram e enviaram milhares de soldados para apoiar operações de paz em todo o mundo, incluindo missões no Iraque, Serra Leoa, Kosovo, Sul do Sudão, Chade e Afeganistão.

Bibliografia:
Mongolia. Disponível em <http://www.portalbrasil.net/asia_mongolia.htm>. Acesso em: 15 abr. 2012.

Background note: Mongolia(em inglês). Disponível em <http://www.state.gov/r/pa/ei/bgn/2779.htm>. Acesso em: 15 abr. 2012.