Vida em Marte

Por Ana Lucia Santana
Há muito tempo a Humanidade levanta questões sobre a existência de vida em algum ponto do Universo que não seja a Terra; o Homem tem sede de saber se está sozinho na criação cósmica. Marte é privilegiadamente estudada, neste sentido, por ser um planeta próximo do nosso e pertencer também ao Sistema Solar, o que aumenta a possibilidade de ter dado abrigo à vida, um dia, ou de ainda preservá-la.

marteDo ano 2000 para cá as esperanças de achar algum sinal de vida em Marte cresceram, graças ao desenvolvimento das pesquisas realizadas neste recanto enigmático, com o envio constante de sondas para lá. Mas ainda não se encontrou nada que realmente prove a existência de seres inteligentes ou não.

Conforme avançam os estudos, entretanto, conclui-se que há diversas pistas sobre a existência de água no solo marciano em um distante passado de pelo menos dois bilhões de anos, e atualmente nos pólos deste planeta. Supõe-se também que haja água no subsolo de Marte. Assim crescem as chances de haver vida nesta esfera, mesmo que não seja a do clássico E.T. retratado nas telas dos cinemas.

Aliás, o extraterrestre é popularmente ligado ao Planeta Marte, daí ser comumente chamado de marciano. Mas, ficção à parte, mesmo os cientistas parecem fascinados com a possibilidade de encontrar vida nesta esfera solar. Christian Huygens, que viveu no século XVII, foi um dos primeiros membros da comunidade científica a se preocupar com Marte, examinando-o atentamente através de um telescópio.

Formações geológicas que mostram que possivelmente havia rios em Marte (Foto feita pela sonda Viking)

Formações geológicas que mostram que possivelmente havia rios em Marte (Foto feita pela sonda Viking)

Depois dele foi a vez de Percival Lowell, do século XIX, controvertido e poderoso estudioso de Marte, que julgou ter visto no solo marciano um oásis alimentado incessantemente por dutos edificados justamente para conduzir água até ele. Posteriormente muitos outros cientistas persistiram na mesma indagação, sem se importar em gastar quanto tempo e recursos financeiros forem necessários para obter as respostas corretas.

Atualmente considera-se inviável a existência de vida inteligente em Marte, embora essa conclusão seja questionável. Aposta-se, portanto, nos seres microscópicos. Em agosto de 1996 um grupo de cientistas da NASA redespertou essa polêmica alegando ter descoberto prováveis vestígios de fósseis de bactéria em um meteorito supostamente vindo de Marte.  Mas, embora os estudos continuem, nada se concluiu concretamente sobre este meteorito.

A exploração de Marte

Em 1963 a antiga URSS chegou próximo a Marte com a nave Mars 1; a Zond 2, igualmente russa, entrou em órbita com esta esfera em 1966; já em 1971 chegou-se finalmente ao solo de Marte com a sonda Mars 2. Em 1971-72 a NASA, com a Mariner 9, conseguiu fotografá-lo. Ao longo dos anos 70 Marte continuou a ser assediada por naves e sondas terráqueas. Na década de 80 somente a URSS enviou seus equipamentos para lá, sem boas novas.

No final da década de 90, mais precisamente em 1997, a sonda Mars Pathfinder, da Nasa, chegou ao solo de Marte e lá inseriu um micro robô movido por rodas, o Soujoner, visando pesquisar as rochas marcianas. Hoje a nave Mars Global Surveyor, desta mesma organização norte-americana, está em órbita de Marte, obtendo desta vez resultados surpreendentes sobre o solo, a atmosfera e as forças magnéticas que o envolvem. Mais três naves estão indo para o Planeta Vermelho - Mars Climate Orbiter  e Mars Polar Lander (NASA); e a japonesa Nozomi, que pretende pesquisar sua atmosfera superior.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vida_em_Marte
http://www.observatorio.ufmg.br/pas11.htm