Marcha Atlética

Por Thais Pacievitch
A marcha atlética é uma das várias modalidades de atletismo. As principais características são: o fato de que o atleta tem que, ao caminhar durante toda a prova, manter um dos pés no chão, e mais: ao dar cada passo, a perna que avança deve estar reta. Para que esse movimento em progressão seja possível, há necessidade de rodar o quadril, o que causa um “requebrar” como conseqüência.

Geralmente as provas são disputadas nas ruas. As distancias das provas de marcha atlética são:

Feminino – 20 km
Masculino – 20 km ou 50 km

O atleta que pratica o esporte é chamado de marchador. Atenção, concentração, ritmo, coordenação, boa resistência e treino extensivo são essenciais.

A marcha atlética tem origem nas competições de caminhada que datam dos séculos XVII a XIX. Em 1908 passou para a condição de esporte olímpico, porém as distâncias eram outras (1500 m e 3000 m). Muito criticada, não foi disputada nas competições seguintes, voltando a ser um esporte olímpico em 1928. Somente em 1956, a prova passou a ter as atuais distâncias.

A modalidade foi trazida ao Brasil em 1936, por José Carlos Daudt e Túlio de Rose, que assistiram à marcha nos Jogos Olímpicos de Berlim. Já em 1937 aconteceu, em Porto Alegre, a primeira disputa, da qual o vencedor foi Carmindo Klein.

Durante o percurso, os atletas são fiscalizados por juízes, que são incumbidos de avisar aos atletas quando estes estiverem marchando de forma errada. Para isso utilizam discos amarelos, que sinalizam uma possível infração. Caso o atleta persista no erro, lhe é mostrado um cartão vermelho. Se três juízes diferentes mostrarem o cartão vermelho ao mesmo atleta, esse é desclassificado.

O mais famoso marchador, que obteve as mais importantes vitórias foi Robert Korzeniowski. Entre os anos de 1996 e 2004, o polonês foi tetracampeão olímpico e tricampeão mundial.

Jefferson Pérez (Equador) é o atual recordista mundial na categoria 20 km, e Denis Nizhegorodov (Russo) é o atual recordista na categoria 50 km.