Combate ao crack no Brasil

Por Fernando Rebouças
O Brasil é considerado o maior consumidor de crack do mundo, com cerca de um milhão de dependentes. Os locais públicos de consumo em massa são conhecidos como “cracolândia”, verdadeiros redutos de compra e consumo desta droga a céu aberto. No país, as cidades que mais possuem aglomerações de dependentes em cracolândias são Rio de Janeiro e São Paulo.

A maior cracolândia do Brasil é a cidade de São Paulo. Na tentativa de superar esse problema social e de saúde pública, alguns estados da federação têm endurecido o combate à epidemia do crack. Porém, deter e prender os dependentes químicos tem sido considerada a melhor solução. Desde 2012, as prefeituras de São Paulo e Rio de Janeiro iniciaram operações para espalhar os viciados pela cidade e, projetos posteriores, aplicar a internação involuntária para casos de alta gravidade.

Em São Paulo, a perseguição aos dependentes tinha como objetivo a internação compulsória dos viciados que perambulavam ou se concentravam nas ruas, outras cidades do país, como a do Rio de Janeiro, copiou a ideia e também iniciou operações para deter e internar dependentes.

Porém, segundo críticos a essas iniciativas, a internação compulsória não segue todas as etapas de um tratamento eficaz e de um acompanhamento posterior a alta do paciente, na maioria dos casos, os dependentes químicos retornam às ruas e caem novamente no vício. Em 2012, o Governo Federal lançou o programa "Crack, é possível vencer", com verba inicial de 4 bilhões de reais para ser utilizada até 2014.

Em 2012, foi liberada a quantia de 738,5 milhões de reais para a primeira etapa de combate à epidemia, a maior parte, cerca de 611,2 milhões de reais foram para o Ministério da Saúde, R$ 112,7 milhões para o Ministério da Justiça e R$ 14,6 milhões para o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Especialistas criticaram o repasse da verba, por ser subdivida para mais de um setor, ao invés de ser aplicada somente nos ministérios e secretarias da área da saúde e assistência social. Por outro lado, os governos não conhecem o verdadeiro perfil dos dependentes químicos, sendo necessário integrar as ações entre os governos federal, estadual e municipal, principalmente, reformando as estruturas do serviço público de saúde.

Fontes:
http://envolverde.com.br/noticias/brasil-busca-uma-forma-eficaz-de-combater-o-crack/
http://g1.globo.com/brasil/noticia/2013/01/governo-libera-r-738-milhoes-sem-conhecer-epidemia-de-crack.html