Distribuição de médicos no Brasil

Por Fernando Rebouças
Segundo dados de uma pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2007, a região sudeste do Brasil era a única que contava com mais de dois médicos por mil habitantes. A região Norte, na média, não tinha nem um profissional por mil habitantes.

O IMS (Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro) sugere o mínimo  de um médico para cada mil habitantes no país. As regiões mais carentes de médicos, Norte, Nordeste e Centro-Oeste, sofrem pela ausência de profissionais causada pela falta de políticas de Estado para a formação, valorização e continuidade do trabalho dos profissionais em medicina.

Em 2013, foi publicado pela USP (Universidade de São Paulo) o relatório “Demografia Médica no Brasil”, o estudo foi realizado pelos pesquisadores da FMUSP, Faculdade de Medicina da USP. O estudo da instituição comprovou que o número de médicos no país cresceu 557% nos últimos quarenta anos, atingindo a média de dois médicos para cada mil habitantes, mais notadamente, nas capitais das regiões sudeste e sul.

Os dados da pesquisa foram divulgados pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), a pesquisa considerou os registros de profissionais nos CRMs (Conselhos Regionais de Medicina), contratos de trabalho e dados de estabelecimentos de saúde para quantificar o número de médicos em atividade no Brasil. A pesquisa calculou que até 2012, o Brasil possuía 400.000 médicos. No ano de 1970, por exemplo, o país tinha 59.000 médicos.

A partir do ano de 2000, houve um crescimento de 6 a 8 mil profissionais formados com novo registro ao ano. A idade média de nossos médicos é de 46 anos, sendo 41% com menos de 40 anos de idade. Desde 2009, o número de médicos do sexo feminino tem crescido mais.

Na distribuição, a região sudeste atinge 2,7 médicos por 1.000 habitantes, na comparação entre as regiões do país, o habitante das regiões Sul e Sudeste tem duas vezes mais médicos do que os moradores das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, exceto o Distrito Federal.

Comparando o serviço de saúde público e privado, o brasileiro que paga por um plano de saúde tem, no mínimo, quatro médicos a mais do que o cidadão que depende unicamente do SUS (Sistema Único de Saúde). Ainda persiste no Brasil uma forte desigualdade na distribuição de profissionais nas regiões do país, que independe da quantidade da formação de novos profissionais, mas que está relacionado diretamente na oferta de melhores oportunidades de trabalho no interior do país num melhor processo de planejamento de recursos humanos no setor, incluindo a gestão do SUS.

Fontes:
Site do estudo da USP: www.portalmedico.org.br.
http://envolverde.com.br/noticias/brasil-tem-mais-medicos-mas-distribuicao-e-irregular/
http://www.metodista.br/cidadania/numero-70/brasil-tem-problemas-na-distribuicao-de-medicos/

AVISO LEGAL: As informações disponibilizadas nesta página devem apenas ser utilizadas para fins informacionais, não podendo, jamais, serem utilizadas em substituição a um diagnóstico médico por um profissional habilitado. Os autores deste site se eximem de qualquer responsabilidade legal advinda da má utilização das informações aqui publicadas.