Violência na América Latina

Por Fernando Rebouças
Segundo índices da Paz Global, a região da América Latina é uma das mais violentas do mundo. Em 2011, o país que liderou o ranking de ocorrência de homicídios foi a Venezuela, seguida por Honduras e El Salvador. Nos últimos anos, as taxas de homicídios diminuíram em países como Brasil, México e Colômbia.

Porém, cerca de 15.000 pessoas morreram no México, em consequência da guerra contra o narcotráfico declarada pelo presidente Felipe Calderón Hijonosa, durante o seu governo. No México, entre 2010 e 2011 aumentou o número de jornalistas assassinados devido às denúncias relacionadas aos políticos locais e ao narcotráfico.

No Brasil e no México, as tentativas de vencer a violência urbana somente por meio de invasões policiais e militares, usando somente a força e a prisão de chefes de facções criminosas demonstrou serem iniciativas frágeis. A partir das experiências das UPP’s nas comunidades cariocas, é compreensível que a força policial deve ser utilizada para a conquista do território, garantia de proteção aos moradores e reinstituição da presença do Estado no local.

A presença do Estado deve também ocorrer a partir da oferta de serviços sociais ligados à saúde, educação e profissionalização da população desassistida, para que a mesma deixe de ser cercada pelo culto aos criminosos e seja, sobretudo, tratada com respeito e cidadania. Porém, outras periferias das principais capitais do Brasil continuam à mercê da violência urbana que também escorre para os principais pontos da cidade.

Desde 1980, segundo dados não oficiais, mais de 1 milhão de pessoas já morreram no Brasil, apesar da queda do número de homicídios no Rio de Janeiro, a média do estado permanece entre as mais altas do mundo. Na América Latina, durante anos, as autoridades afirmavam que superar a violência seria possível depois que a pobreza na região fosse superada.

A partir de experiências positivas alcançadas na Colômbia e nas periferias do Rio de Janeiro, ficou claro que o esforço do Estado retomar determinadas áreas com presença forte é um dos melhores caminhos para diminuir o domínio da criminalidade e ajudar na emergência social da população que vive nas periferias urbanas.

Portanto, as autoridades a partir dos anos 2000 compreenderam que a erradicação da pobreza depende do combate à violência e ao narcotráfico, e não o inverso. Na Venezuela, os números de homicídios ainda é preocupante, apesar do estado ter obtido mais recursos a partir da alta do petróleo em 2011.

Fontes:
http://www.debatesculturais.com.br/a-violencia-na-america-latina/
http://ponto.outraspalavras.net/2012/01/12/uma-solucao-para-seguranca-publica-na-america-latina/