A obra da escritora Inês Pedrosa

A escritora Inês Margarida Pereira Pedrosa, mais conhecida como Inês Pedrosa, nasceu na cidade de Coimbra, em Portugal, no dia 15 de agosto de 1962. Aos 14 anos ela já escrevia seus primeiros artigos para a revista Crónica Feminina; graduou-se em Ciências da Comunicação quando tinha apenas 22 anos, na Universidade Nova de Lisboa. Seu ingresso no jornalismo deu-se em 1983 no veículo O Jornal, atualmente convertido na Revista Visão.

Ela passou por vários outros órgãos de comunicação antes de administrar a revista Marie Claire em seu país e de gerir a Casa Fernando Pessoa. O início de sua jornada literária teve início em 1991, com a publicação do livro Mais Ninguém Tem, dirigido ao público infantil. Sua primeira obra romântica, A Instrução dos Amantes, foi editada um ano depois. Inês conquistou o primeiro prêmio em 1997, o Máxima de Literatura, pelo romance Nas Tuas Mãos.

Sua carreira literária foi consagrada com o lançamento de sua obra-prima Fazes-me Falta, de 2003; a partir de então ela passou a ser considerada uma das escritoras mais significativas do mundo contemporâneo. O ano de 2005 marcou sua estreia no campo teatral, com a elaboração de sua primeira produção dramatúrgica, 12 mulheres e 1 cadela, encenada pela diretora Maria de São José Mamede de Pádua Lapa.

Fazes-me Falta retrata a interação amorosa que se desdobra sob a presença ostensiva da morte; neste relacionamento concretizado no cenário português moderno, a autora enfatiza as teias que conectam os diferentes sexos. Ela toma como ponto de partida as questões temporais presentes nas narrativas dos personagens deste livro, as quais são cotejadas diante da tênue linha que separa vida e morte.

Outro ponto fundamental é a conexão entre a dimensão temporal e o campo da memória, pontuada pela carência e por um sentimento nostálgico, ambos reincidentes no discurso das figuras que circulam em cada página deste livro, que mergulha nas origens do mito da saudade, símbolo da essência do povo português.

Nas Tuas Mãos revela perfeitamente o sentimento da mulher, por meio do ponto de vista de três representantes do gênero feminino. Elas são totalmente diferentes entre si, pertencem a gerações distintas, e a autora leva o leitor a um mergulho profundo no interior de cada uma delas, e, por extensão, a uma jornada por sua própria alma.

Inês fotografa, nesta obra, o amor em seu estágio primitivo. Nela estão representadas todas as teorias já tecidas sobre este sentimento, especialmente no que se refere a sua relação com a ausência. O desenvolvimento social de Portugal também tem seu espaço nesta narrativa, bem como o que cabe ao sexo feminino no interior desta sociedade, o que é expresso pelas três personagens que povoam esta história.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Inês_Pedrosa
http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/1843/ECAP-798GT4/1/fazes_me_falta__de_in_s_pedros___uma_alegoria_contempor_nea_da_saudade.pdf
http://www.rascunho.net/critica.php?id=468

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