Adolfo Bioy Casares

Por Ana Lucia Santana
O célebre escritor argentino Adolfo Bioy Casares nasceu em Buenos Aires, mais precisamente na Rua Tucuman, no bairro de Palermo, no dia 15 de setembro de 1914. Descendente de avó inglesa, ele aprendeu as primeiras letras tanto no idioma espanhol, quanto no inglês, por imposição de sua ancestral. Casares pertencia a uma família abastada, a qual sempre o apoiou e possibilitou o desenvolvimento de sua carreira literária.

Este suporte também lhe permitiu permanecer na Argentina mesmo nos momentos mais difíceis da história deste país, quando os escritores de sua época eram obrigados a buscar o exílio em outros países. Com todas as condições favoráveis, o autor pode se devotar a sua paixão, a literatura. Desde a infância Bioy teve acesso às obras mais importantes da literatura universal, graças a uma jornada anterior de seu genitor pelo universo da literatura.

Casares sempre teve a sua disposição um passaporte para o mundo, empreendendo assim diversas viagens à Europa. Sua expressão pessoal, tanto no plano da existência quanto no literário, se consolidou aos poucos com estes contatos externos. Seu primeiro livro, Prólogo, foi escrito quando ele tinha apenas 15 anos e sua publicação foi financiada pelo pai. Em 1932 ele conhece o escritor Jorge Luís Borges, com quem trava uma amizade profunda, que culmina em uma inestimável parceria literária.

Dois anos depois Bioy conhece sua futura mulher, Silvina Ocampo. Neste ano ele toma uma importante decisão, deixa os cursos de Filosofia e Letras, convencido pelos argumentos de Borges e Silvina, e se dedica de uma vez por todas à literatura, lançando no mercado seus primeiros livros. Cresce o sucesso deste escritor, que se tornaria reconhecido internacionalmente com sua obra mais famosa, A Invenção de Morel, publicada em 1940.

Em 1954 ele lança El sueño de los héroes, e neste mesmo período vem ao mundo sua filha Marta. Seu livro Diario de la guerra del cerdo é editado em 1969 e depois transcrito na linguagem cinematográfica por Leopoldo Torre Nilson.

Os enredos deste escritor são povoados por elementos fantásticos que possuem sua própria coerência, a qual se traduz por uma espécie de realismo que muito se assemelha à verdade. Suas narrativas criativas, bem elaboradas, centradas na temática do amor e nas tramas policiais, apoiadas por um discurso precioso, aliam-se para justificar o prestígio de Bioy Casares, que vem crescendo nos últimos tempos. Muitas destas histórias foram transpostas para as telas dos cinemas.

Em 1991 Bioy confirma sua fama e seu reconhecimento ao receber, em Alcalá de Henares, um dos maiores prêmios de língua espanhola, o Miguel de Cervantes, o que confirma definitivamente o valor e o renome de sua obra. Ao longo de sua trajetória ele recebe vários outros prêmios, convites para cursos, palestras, conferências, entre outros.

No ano de 1993, em Dezembro, Bioy sofre um forte abalo emocional. Sua esposa parte neste mês e, como se não bastasse a dor que esta perda lhe provoca, alguns dias depois sua filha, Marta, única descendente, morre ao ser atropelada.

Bioy Casares morre em sua cidade natal, Buenos Aires, em 1999, com 84 anos de idade, vítima de vários problemas provocados por sua idade já avançada. Quanto à morte, o escritor sempre afirmou temê-la e nunca desejou partir.

Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Adolfo_Bioy_Casares
http://www.klickescritores.com.br/pag_mundo/bioy00.htm
http://www.wook.pt/authors/detail/id/9206


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