Antônio Moreira César

Graduada em História (UVA-RJ, 2014)

Comandante do Exército Brasileiro, conhecido principalmente por duas grandes empreitadas militares que enfrentou: a derradeira Guerra de Canudos (1896 -1897) e a Revolta da Armada (1893-1895) de onde saiu vitorioso.
Filho de um padre e uma carola (Antônio Moreira César de Almeida e Francisca Correia Toledo).

No livro Os Sertões, Euclides da Cunha apresenta o Comandante em uma história de seu passado quando ainda era capitão aos 30 anos de idade. Envolvido no assassinato de um jornalista que afrontou o Exército em seu jornal “corsário”. Por ser o mais afoito entre os militares do grupo que se destacaram para a “missão” de matar o jornalista, o executou pelas costas quando o jornalista estava ao lado de um comandante de alta patente do exército, por esse fato Moreira César foi transferido para o Mato Grosso de lá voltando somente na República.

Na ocasião da Sedição baiana em 1891 participou já como tenente-coronel. Era o comandante do 9º batalhão de infantaria de Salvador e foi um dos responsáveis pela queda do Presidente da Bahia devido a grande crise política com sublevação e tumultos populares.

Em 1892 é responsável por retomar o controle na ocasião de mais uma sublevação, agora em Niterói. Quando assume como comandante do 7º Batalhão esse é enviado para controlar uma sublevação do corpo policial na região de Niterói que aclamou Francisco Portela como governador. Após retomada do controle José Tomas Porciúncula retoma seu cargo como governador e dissolve a polícia.

Na cidade do Rio de Janeiro uma rebelião iniciada por marinheiros contra o governo da República de Floriano Peixoto, conhecida como Revolta da Armada (1893 – 1894) toma grandes proporções e fica novamente a cargo de Antônio Moreira César controlar a situação. Ele o faz tomando a região da Ilha de Villegagnon defendida pelos revoltosos e da Ilha do Governador também sob domínio dos marinheiros. Recebe as graças do Presidente Floriano Peixoto que não deixou de notar os “relevantes serviços” prestados à República.

Na Revolução Federalista (1893 – 1895) Moreira César foi enviado pelo próprio Presidente Floriano Peixoto com poderes para ocupar o governo de Santa Catarina. Por lá o comandante autoriza a sumária execução dos revoltosos, mostra-se frio e calculista sobre suas decisões.

Sua carreira se finda quando participava da terceira expedição à Canudos visando controlar a revolta popular dos moradores do Vilarejo de Belo Monte que se reuniam sob a orientação de Antônio Conselheiro. Com uma tropa de mil e trezentos homens, Moreira César consegue o feito de invadir Belo Monte, porém em uma reviravolta os revoltosos abatem os militares que adentram a vila. O comandante Moreira César a fim de incentivar sua tropa põe-se a frente da batalha, porém é alvejado no ventre, morrendo doze horas após ser atingido. O comando passado ao Coronel Pedro Tamarindo mantém ainda a batalha, mas sem sucesso decide recuar.

Referências bibliográficas:

Cunha, Euclides da. Os Sertões 1 ed. Rio de Janeiro: Laemmert, 1902.

Moniz, Edmundo. A Guerra Social de Canudos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,1978.

SILVA, José Calasans Brandão da. Moreira Cesar, quem foi que te matou? Comunicação lida no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, a 20 de junho de 1979. http://josecalasans.com/downloads/artigos/27.pdf

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