Benito Mussolini

Por Thais Pacievitch
Benito Mussolini foi um político italiano que nasceu em Dovia di Predappio. Filho de um ferreiro anarquista revolucionário chamado Alessandro Mussolini e de uma professora chamada Rosa Maltoni. Embora viesse a se tornar um dos maiores oradores do século XX, seus pais acharam que era mudo, pois começou a falar muito tarde. Cursou magistério e acabou sendo professor, mas nunca durante espaços muito longos já que viajava muito. Logo teve problemas com as autoridades e foi expulso da Áustria e da Suíça, onde tinha tido contato com o movimento irredentista (doutrina segundo a qual um povo deve aspirar à complementação da própria unidade territorial nacional, anexando terras sujeitas à dominação estrangeira, baseada em uma teoria de uma identidade étnica ou de uma precedente posse histórica, suposta ou verdadeira).

Em sua primeira filiação política, contudo, aproximou-se do Partido Socialista, atraído pela sua ala mais radical. Do socialismo, mais do que seus postulados sociais e reformadores, foi seduzido pela sua vertente revolucionária. Em 1910, foi nomeado secretário da federação provincial de Forli e, logo em seguida, tornou-se editor do semanário La Lotta di classe (A Luta de Classes).

A vitória da ala radical no congresso de Reggio nell’Emilia, celebrado em 1912, proporcionou-lhe maior protagonismo no seio da formação política, que aproveitou para ficar responsável pelo periódico milanês Avanti, órgão oficial do partido. Mesmo assim, suas opiniões sobre os enfrentamentos armados da “semana vermelha” , em 1914, motivaram certa inquietude entre seus companheiros, atemorizados por seu radicalismo. A divisão entre o partido e Mussolini aumentou quando foi proclamada a neutralidade de Mussolini, depois da entrada da Itália na Primeira Guerra Mundial, em agosto de 1914. Em novembro do mesmo ano, fundou o periódico Il Popolo d’Italia, de tendência ultranacionalista, fato que lhe custou a expulsão do Partido Socialista.

Posteriormente, Mussolini quis capitalizar o sentimento de insatisfação que tomou conta da sociedade italiana depois do fim da contenda e chamou o povo à luta contra os partidos de esquerda, responsáveis, segundo Mussolini, pela ruína e, desta, forma criou os fasci di combattimento, grupos armados de agitação que foram o início do partido fascista. Mussolini ganhou a simpatia de grandes proprietários e foi eleito deputado nas eleições de maio de 1921.

A impotência do país para enfrentar a situação em que se encontrava e a dissolução do parlamento abriram caminho para a denominada marcha sobre Roma, esta aconteceu no dia 22 de outubro de 1922. Sua entrada triunfal na capital italiana, ocorrida sem nenhuma oposição, visto que aconteceu com apoio do exército e do governo, motivou a nomeação de Mussolini para primeiro ministro por parte do rei Vitor Manuel III.

Gradualmente, ainda que com maior ímpeto depois do assassinato do deputado socialista Giacomo Matteotti, em 1924, Mussolini instaurou-se como único poder, aniquilou qualquer forma de oposição e acabou por transformar seu governo numa ditadura. Apoiado por um amplo setor da população e com um eficaz sistema de propaganda, realizou grandes investimentos em infra- estruturas e recuperou velhos projetos expansionistas, como a conquista da Etiópia (1935) e a anexação da Albânia (1939).

Depois que Hitler chegou ao poder na Alemanha, Mussolini foi se aproximando do nazismo e, logo após as primeiras vitórias nazistas na Segunda Grande Guerra, que o ditador italiano julgou serem definitivas, declarou guerra aos aliados. Contudo, o fracasso do exército italiano na Grécia, Líbia e África oriental, bem como o avanço das tropas aliadas, motivaram sua prisão, ordenada por Vitor Manuel III, que depois de um golpe de Estado, decretou o fim do fascismo.

Libertado por paraquedistas alemães, no dia 12 de setembro de 1943, Mussolini criou uma república fascista no norte da Itália, mas o avanço das tropas aliadas o obrigou a fugir para a Suíça. Mussolini, disfarçado de oficial alemão, tentou atravessar a fronteira e foi descoberto em Dongo por membros da resistência (27 de abril de 1945). No dia seguinte foi fuzilado junto com sua companheira: Clara Petacci.