Biografia de Graça Aranha

Por Ana Paula de Araújo
José Pereira da Graça Aranha nasceu em São Luís, no estado do Maranhão, no dia 21 de junho de 1868. Nascido em família abastada, mais tarde cursaria a faculdade de Direito em Recife, onde seria influenciado pelas ideias de Tobias Barreto.

Graça Aranha exerceu o cargo de diplomata em Londres, com Joaquim Nabuco, e foi ministro da Noruega, Holanda e França.

Sem publicar obra nenhuma, em 1897 participa da fundação da Academia Brasileira de Letras.

Exerceu o cargo de juiz no Rio de Janeiro e em seguida na cidade de Porto do Cachoeiro, hoje chamada de Santa Leopoldina, no Espírito Santo.

Sua passagem pelo Espírito Santo lhe rendeu o romance “Canaã”, publicado no ano de 1902. Esta foi a obra que lhe conferiu a importância que tem hoje para a Literatura Brasileira. Trata-se de um romance de tese, que retrata a vida em uma colônia de imigrantes europeus no Espírito Santo. O romance conta a história de dois imigrantes alemães, um deles, Milkau, acredita na humanidade e considera o Brasil a “terra prometida” por Deus a Moisés (Canaã); o outro imigrante, Lentz, pelo contrário, não se adapta a realidade brasileira e considera os alemães superiores aos brasileiros. Como escritor, sua importância foi devida a este romance, o qual trazia como característica pré-modernista, o regionalismo.

A partir de então, durante um período de 20 anos, atuou como diplomata em diversos países europeus, tendo acesso à evolução das tendências da arte moderna. Participou em seguida, em 1922, da Semana de Arte Moderna, em São Paulo, onde foi o responsável pelo discurso de abertura do evento.

Desde a Semana de 22, Graça Aranha tornou-se um grande apoiador da arte moderna, aderindo às suas novas tendências. Rompia, desta forma, com os escritores tradicionalistas agrupados em torno de Coelho Neto.

Em 1924 profere um discurso defendendo as ideias do Modernismo e tentando fazer com que os membros da Academia aderissem a elas. Foi ele o autor da frase: "Se a Academia se desvia desse movimento regenerador, se a Academia não se renova, morra a Academia!"

Revoltado com a pouca aceitação das suas ideias, desliga-se da Academia Brasileira de Letras, e encerra então sua influência sobre os artistas modernistas.

No dia 26 de Janeiro de 1931 vem a falecer, no Rio de Janeiro.