Christiaan Huygens

Por Fernando Rebouças
O descobridor dos Anéis de Saturno, Christiaan Huygens, nasceu na cidade de Haia (Holanda) em 14 de abril de 1629, faleceu na mesma cidade em 8 de julho de 1695. Huygens foi matemático, astrônomo e físico, seu nome batizou a sonda Cassini da NASA.

Apesar dos esforços de Galileu, que tentou observar os anéis de Saturno através de um telescópio precário, Saturno só pode ser observado com maior exatidão através de um telescópio mais elaborado e utilizado por Christiaan Huygens. Ao observar os anéis, descobriu a maior lua do planeta, Titã.

Huygens criou uma teoria sobre o estudo da luz e cores, em que descrevia que a luz não se propagava de forma periódica pelo éter. Por meio da luz, seria possível a ocorrência de fenômenos de propagação retilínea da luz , conhecidos como refração e reflexão.

Era oposto às ideias de Newton, que defendia a teoria de uma concepção corpuscular  da luz. O pai de Christiaan Huygens era Constantine Huygens, um estudioso em filosofia natural e atuava como diplomata. Recebeu do pai o melhor nível de educação, participou da elite intelectual europeia, tendo contato com Descartes e Mersenne. Entrou para a Universidade de Leiden em 1645, para estudar Direito e Matemática.

Em 1649, ingressou na Universidade de Breda e, posteriormente retornou para Den Haag. Publicou seus primeiros trabalhos e teorias entre os anos de 1651 e 1654, baseados em problemas matemáticos. Demonstrou habilidades geométricas na obra Theoremata de quadratura hyperboles, ellypsis et circuli , publicada em 1651.

A partir do ano de 1654, inventou uma técnica de polir lentes de uma maneira mais eficaz na construção de telescópios. Em 1655, conseguiu detectar a primeira lua de Saturno, Titã. A descoberta foi publicada em 1659, na obra Systema Saturnium.

Em viagem a Paris, teve contato com grandes cientistas da época, entre eles Gassendi, Auzout, Boulliau, Roberval, Mylon, e Sorbière. Retornou para Holanda, e redigiu uma obra resumida sobre o cálculo de probabilidade sob  o título De Ratiociniis in Ludo Aleae.

No ano de 1656, patenteou o primeiro relógio de pêndulo, equipamento que permitiria ampliar a exatidão da marcação do tempo. A partir daí, construiu diversos relógios de pêndulo, não somente para marcar o tempo, mas também para detectar a longitude no mar, em testes realizados em 1662 e 1686.

Descreveu sobre a teoria do pêndulo na obra Horologium Oscillatorium sive de motu pendulorum, publicada em 1673. Depois de estudar sobre a teoria ondulatória da luz, publicou em 1678, Traité de la lumière.

No fim de sua vida, na obra Cosmotheoros , publicada em 1698, elucidou sobre a vida extraterrestre, a obra só seria publicada após sua morte. Antes de falecer, continuou na melhoria de lentes e de novos relógios de pêndulo.

Visitou a Inglaterra pela última vez em 1689, ocasião em que se encontrou com Isaac Newton. Há relatos de correspondências trocadas entre Huygens e Leibniz, muitos de seus trabalhos foram publicados postumamente.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Christiaan_Huygens
http://ghtc.ifi.unicamp.br/Sites-HF/Martha/biografia.htm