Di Cavalcanti

Pintor, ilustrador e caricaturista, Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo ficou conhecido por Di Cavalcanti. Carioca nascido no Rio de Janeiro, no dia 6 de setembro de 1897, era filho de Frederico Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Rosália de Sena.

Iniciou sua trajetória artística muito cedo, desde criança tomava aulas de pintura e aos 17 anos fez seu primeiro trabalho de ilustração para a Revista Fon-Fon. Desse momento em diante realizou vários trabalhos de ilustração incluindo a revista A Cigana e ilustrações de livros.

Di Cavalcanti era uma figura proeminente na cena cultural de São Paulo e em 1922, juntamente com os amigos Mario de Andrade e Oswald de Andrade, idealizou a Semana de Arte Moderna no Teatro Municipal de São Paulo. Criou para o evento suas peças promocionais como o catálogo e o programa, além disso, expôs 11 telas.

Morou em Paris, Rio de Janeiro e Recife realizando vários trabalhos para jornais da época. Em 1926, morando no Rio de Janeiro fez a ilustração da capa do livro O Losango de Cáqui de Mário de Andrade. Tempos mais tarde ilustrou livros de Vinicius de Morais e Jorge Amado.

Entre os anos de 1936 e 1940 Di Cavalcanti voltou a morar na Europa, muito provavelmente fugindo das perseguições políticas devido aos seus ideais comunistas. Na Europa expôs trabalhos em Bruxelas, Amsterdã, Paris, Londres e ainda pode conviver com artistas como Picasso e Matisse.

Em 1951 o artista participou da Bienal de São Paulo e nos anos seguintes ganhou o prêmio de melhor pintor brasileiro e na Itália recebeu o prêmio da mostra Internacional de Arte Sacra de Trieste.

Suas obras têm notável influência do Expressionismo, Cubismo e dos muralistas mexicanos como Diego Rivera. Di Cavalcanti foi um dos primeiros pintores a abordar temas da cultura brasileira e os temas sociais como o samba, os operários e as festas populares por exemplo. Também abusou de temas que abordavam a sensualidade tropical do Brasil.

Entre as principais obras de Di Cavalcanti estão: Pierrete (1922); Pierrot (1924); Samba (1925); Mangue (1929); Mulheres com Frutas (1932); Músicos (1963); Rio de Janeiro noturno (1963); Mulatas e Pombas (1966) e Baile Popular (1972).

Di Cavalcanti morreu no dia 26 de outubro de 1976 no Rio de Janeiro.

Referências:
http://www.e-biografias.net/di_cavalcanti/
http://www.dicavalcanti.com.br/dec20.htm

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