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Dorival Caymmi

“Tratei desses motivos porque nada mais sou que um homem do cais da Bahia, devoto também de Iemanjá, certo eu também de que estamos todos nós nas suas mãos, rogando-lhes que não envie os ventos da tempestade, que seja de bonança o mar de minha vida”. Este homem do cais, devoto de Iemanjá e autor de uma musicalidade que navegava na bonança do mar nasceu em Salvador, estado da Bahia, em 30 de abril de 1914.

Filho do funcionário público Durval Henrique Caymmi e de Aurelina Cândida Caymmi (Dona Sinhá). Aos seis anos, começou a estudar na Escola de Belas Artes, do Colégio Dona Adalgisa; largou os estudos no ginásio para trabalhar no jornal “ O Imparcial”, e depois como vendedor.

Em 4 de abril de 1938, viajou para o Rio de Janeiro, aos 23 anos, com o sonho de estudar jornalismo e trabalhar como desenhista. Começou a publicar os seus desenhos na revista “O Cruzeiro”, onde já trabalhava o ilustrador Millôr Fernandes. Tinha o hobby de cantar, e cantava somente para matar as saudades da Bahia.

A revista “O Cruzeiro” e a Rádio Tupi pertenciam ao mesmo dono, Assis Chateaubriand, o que facilitou suas idas à rádio para se apresentar. Todas as canções eram de composições próprias e sobre a Bahia.

Depois na Rádio Nacional, foi sondado por Ary Barroso para que uma de suas músicas fosse interpretada por Carmem Miranda no filme “Banana da Terra”. Na Rádio Nacional, Caymmi conheceu a sua esposa, a cantora Stella Maris, o casal teve três filhos: Nana que nasceu em 1941, Dori em 1943, e Danilo em 1948, todos também mergulharam na música.

Dorival Caymmi, no estilo da “preguiça baiana”, criava suas músicas de maneira minuciosa e lenta como forma de alcançar uma maior qualidade musical. Em 2004, seus filhos gravaram um cd em homenagem aos seus 90 anos. Caymmi dizia que chegar aos 90 era entrar na quarta idade, e a quarta idade era uma nova versão de vida.

Dorival Caymmi faleceu no dia 16 de agosto de 2008, às 5 horas e 58 minutos, depois de lutar contra o câncer, faleceu em casa, no bairro de Copacabana, sendo sepultado no cemitério São João Batista, em Botafogo. Caymmi foi amigo de Jorge Amado, Vinícius de Moraes, Carmem Miranda, Chico Buarque, Caetano, entre outras personalidades e sempre será lembrado como o grande amigo da música brasileira.

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