Ernest Haeckel
Biólogo, zoólogo e médico alemão, Ernest Haeckel nasceu em Potsdam, Prússia, em 16 de fevereiro de 1834. Formou-se em medicina pela Universidade de Berlim em 1857.
Abandona a medicina e abraça a zoologia, concordava com as teses evolucionistas de Charles Darwin, trabalhou na classificação animal, verificando se esta se relacionava com a natureza dos organismos inferiores, protozoários e esponjas. Tornou-se professor de zoologia na Universidade de Jena,em 1862.
Publicou as seguintes obras : Morfologia Geral do Organismos, 1866 ; História Natural da Criação, 1868; e outro relatos científicos como a Antropogenia e a Filogenia sistemática ; Monismo; Origem do Homem; Religião e Evolução , e As Maravilhas da Vida.
Na obra “Morfologia Geral dos Organismos”, criou o termo ecologia. Em base científica, a ciência ecológica tem como base a noção de interdependência e a solidariedade entre seres vivos e o meio ambiente, um ser não vive sem o outro.
Haeckel buscou elaborar um ciclo que ilustrasse se todo processo de evolução dos animais unicelulares até o homem, combatia os preconceitos dogmáticos e científicos da Religião Católica. Faleceu em Jena, Alemanha, em 9 de agosto de 1919.
Leia comentários em sua obra sobre o Monismo :
"Permitam-nos, para exata apreciação do Monismo, que do alto das considerações filosófico-históricas, lancemos primeiramente uma vista de conjunto sobre o desenvolvimento histórico do conhecimento humano da natureza. Uma longa série de períodos psíquicos e de estádios de civilização do homem, desfila diante do nosso espírito. No degrau mais baixo, o estádio grosseiro, podemos dizer animal do homem pré-histórico primitivo, esse antropopiteco que durante a época terciária se elevou um poucochinho acima dos seus imediatos parentes pitecóides, os antropomorfos. Em seguida vem uma série de estádios civilizadores do nível mais baixo, da simplicidade dos quais podemos fazer uma idéia parcial, pelos selvagens mais grosseiros que ainda hoje existem. Com estes selvagens confinam os povos menos civilizados e destes destaca-se uma longa série de escalões intermediários que vai até aos povos mais civilizados.
Destes últimos, dentre as doze raças de homens, somente a mediterrânea e a mongolóide foram as que fizeram o que nós chamamos impropriamente a história universal, que, mais exatamente, conviria designar a história das nações. O espaço de tempo que esta compreende com as tentativas de conhecimento científico, estende-se apenas por seis mil anos, um período singularmente curto na longa série de milhões de anos da história do mundo orgânico terrestre.
Tanto nos mais antigos homens primitivos ou antropopitecos como nos selvagens que imediatamente se lhes seguiram, não se nota ainda um conhecimento da natureza de que possamos falar. O grosseiro selvagem primitivo em grau tão inferior, não é ainda o animal das causas primeiras (Ursachenthier) de Lichtenberg; a sua necessidade de causalidade não se eleva ainda acima da dos símios e dos cães, a sua curiosidade não está ainda educada para a pura necessidade de saber. Queremos falar de razão a propósito do homem pitecóide primitivo e só o podemos fazer no mesmo sentido que nos mamíferos de um desenvolvimento superior e assim também para os primeiros rudimentos da religião.
Hoje tem-se freqüentemente o hábito de negar completamente a razão e a religiosidade aos animais, quando pelo contrário a comparação seguinte conduz a uma conclusão oposta. O aperfeiçoamento lento e incessante que a vida civilizada realizou na alma humana durante o curso dos séculos, não se cumpriu sem deixar também vestígios na alma dos nossos mamíferos domésticos mais elevados, em particular no cão e no cavalo. Em íntima comunidade de vida com o homem e sob a influência da sua dedicação, associações de idéias cada vez mais elevadas se desenvolveram também no seu cérebro, assim como um discernimento mais perfeito. O adestramento tornou-se instinto, um exemplo irrefutável da hereditariedade das qualidades adquiridas”.
Abandona a medicina e abraça a zoologia, concordava com as teses evolucionistas de Charles Darwin, trabalhou na classificação animal, verificando se esta se relacionava com a natureza dos organismos inferiores, protozoários e esponjas. Tornou-se professor de zoologia na Universidade de Jena,em 1862.
Publicou as seguintes obras : Morfologia Geral do Organismos, 1866 ; História Natural da Criação, 1868; e outro relatos científicos como a Antropogenia e a Filogenia sistemática ; Monismo; Origem do Homem; Religião e Evolução , e As Maravilhas da Vida.
Na obra “Morfologia Geral dos Organismos”, criou o termo ecologia. Em base científica, a ciência ecológica tem como base a noção de interdependência e a solidariedade entre seres vivos e o meio ambiente, um ser não vive sem o outro.
Haeckel buscou elaborar um ciclo que ilustrasse se todo processo de evolução dos animais unicelulares até o homem, combatia os preconceitos dogmáticos e científicos da Religião Católica. Faleceu em Jena, Alemanha, em 9 de agosto de 1919.
Leia comentários em sua obra sobre o Monismo :
"Permitam-nos, para exata apreciação do Monismo, que do alto das considerações filosófico-históricas, lancemos primeiramente uma vista de conjunto sobre o desenvolvimento histórico do conhecimento humano da natureza. Uma longa série de períodos psíquicos e de estádios de civilização do homem, desfila diante do nosso espírito. No degrau mais baixo, o estádio grosseiro, podemos dizer animal do homem pré-histórico primitivo, esse antropopiteco que durante a época terciária se elevou um poucochinho acima dos seus imediatos parentes pitecóides, os antropomorfos. Em seguida vem uma série de estádios civilizadores do nível mais baixo, da simplicidade dos quais podemos fazer uma idéia parcial, pelos selvagens mais grosseiros que ainda hoje existem. Com estes selvagens confinam os povos menos civilizados e destes destaca-se uma longa série de escalões intermediários que vai até aos povos mais civilizados.
Destes últimos, dentre as doze raças de homens, somente a mediterrânea e a mongolóide foram as que fizeram o que nós chamamos impropriamente a história universal, que, mais exatamente, conviria designar a história das nações. O espaço de tempo que esta compreende com as tentativas de conhecimento científico, estende-se apenas por seis mil anos, um período singularmente curto na longa série de milhões de anos da história do mundo orgânico terrestre.
Tanto nos mais antigos homens primitivos ou antropopitecos como nos selvagens que imediatamente se lhes seguiram, não se nota ainda um conhecimento da natureza de que possamos falar. O grosseiro selvagem primitivo em grau tão inferior, não é ainda o animal das causas primeiras (Ursachenthier) de Lichtenberg; a sua necessidade de causalidade não se eleva ainda acima da dos símios e dos cães, a sua curiosidade não está ainda educada para a pura necessidade de saber. Queremos falar de razão a propósito do homem pitecóide primitivo e só o podemos fazer no mesmo sentido que nos mamíferos de um desenvolvimento superior e assim também para os primeiros rudimentos da religião.
Hoje tem-se freqüentemente o hábito de negar completamente a razão e a religiosidade aos animais, quando pelo contrário a comparação seguinte conduz a uma conclusão oposta. O aperfeiçoamento lento e incessante que a vida civilizada realizou na alma humana durante o curso dos séculos, não se cumpriu sem deixar também vestígios na alma dos nossos mamíferos domésticos mais elevados, em particular no cão e no cavalo. Em íntima comunidade de vida com o homem e sob a influência da sua dedicação, associações de idéias cada vez mais elevadas se desenvolveram também no seu cérebro, assim como um discernimento mais perfeito. O adestramento tornou-se instinto, um exemplo irrefutável da hereditariedade das qualidades adquiridas”.
| Autores: Fernando Rebouças Categorias: Biografias | |
![]() | Data: 18/07/2008 |



