Fernando Meirelles
Fernando Meirelles é hoje um dos melhores diretores do cinema brasileiro, embora conserve um jeito de ser atraente, carismático, humilde e diligente. Ele nasceu em São Paulo, no dia 9 de novembro de 1955. Sua fama chegou com a consagração do filme Cidade de Deus, lançado em 2005. A profissão de seu pai, um médico gastroenterologista, o levou a viajar com a família por vários países da Ásia e da América do Norte, o que lhe propiciou um contato fundamental com culturas e países os mais distintos.
Quando completou doze anos, novamente o pai contribuiu para sua futura opção profissional, pois o presenteou com uma câmera, a qual lhe permitiu criar o hábito que jamais deixaria de lado, filmar a vida fervilhante à sua volta. Sua primeira escolha acadêmica foi no campo da Arquitetura. Ele se graduou na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, nos anos 80. Mas novamente sua real vocação o inspirou a realizar um trabalho final nada convencional. Ao contrário de seus colegas, ele escolheu o formato do vídeo para sua monografia, obtendo a nota mínima para se formar.
Logo depois ele se une aos amigos Paulo Morelli, Marcelo Machado, Dário Vizeu e Beto Salatini para a criação de películas de caráter experimental. O resultado foi a instituição da produtora independente Olhar Eletrônico. Mais adiante, outros companheiros aderiram a esta aventura – Renato Barbiere, Agilson Araújo, Toniko e Marcelo Tas. No início da década de 80, este empreedimento gerou programas como o infantil Rá-Tim-Bum, o qual totalizou 180 episódios. Desta forma, ele e seus colegas ganharam popularidade.
Na passagem para a década de 90, Fernando Meirelles decidiu optar pela publicidade e encerrou as atividades da Olhar Eletrônico, abrindo a O2 Filmes, voltada para o mercado publicitário. Ao longo desta década, ele consolidou seu trabalho como produtor de propagandas. Foi deste meio, que encontra em nosso país uma certa discriminação no campo artístico, que Fernando se lançou para o universo cinematográfico, ao adaptar o livro Cidade de Deus, de Paulo Lins, para as telas dos cinemas.
Marcando um diferencial em seu filme, Fernando resolveu contratar os atores, que encenariam a vida nas favelas, justamente neste meio ambiente. Na seleção final foram escolhidas duzentas crianças. Já os técnicos ele recrutou entre profissionais muito competentes. Seu trabalho lhe rendeu êxito tanto nacional, quanto internacional. Meirelles chegou a concorrer como melhor diretor no Oscar de 2004, embora não tenha levado o prêmio. Esta narrativa sobre a vida nos subterrâneos do crime, na cidade do Rio de Janeiro, ocupou dois anos da vida do diretor, que foi obrigado inclusive a se mudar para terras cariocas. Mas o sucesso foi tão grande, que certamente valeu qualquer sacrifício, pois gerou inclusive uma série para a TV, Cidade dos Homens.
Em 2004, novo triunfo. No tradicional Festival de Cannes, Meirelles foi indicado para Melhor Realizador - Fernando Meirelles -; Melhor Argumento Adaptado; Melhor Fotografia; Melhor Montagem, pelo filme O Jardineiro Fiel, outra adaptação, desta vez da obra homônima do autor John Le Carré. Esta foi a primeira incursão de Fernando no cenário internacional, ao filmar no idioma inglês, com Ralph Fiennes e Rachel Weizs como protagonistas. O diretor insistiu em realizar seu filme no Quênia, tendo como trilha sonora músicas africanas. O resultado é uma narrativa sensível e ao mesmo tempo contundente, poética e simultaneamente crítica, ao investir contra as ações irresponsáveis e monopolistas dos laboratórios farmacêuticos.
Sua mais recente investida no cinema internacional é a transposição para as telas da obra Ensaio sobre a Cegueira, do escritor português José Saramago. Desta vez ele traz como protagonistas a brasileira Alice Braga e o ator norte-americano Danny Glover, e tem também a presença de Julianne Moore, no papel da esposa de um oftalmologista. Este filme abriu nada menos que o Festival de Cannes de 2008, e foi muito elogiado pela crítica.
Quando completou doze anos, novamente o pai contribuiu para sua futura opção profissional, pois o presenteou com uma câmera, a qual lhe permitiu criar o hábito que jamais deixaria de lado, filmar a vida fervilhante à sua volta. Sua primeira escolha acadêmica foi no campo da Arquitetura. Ele se graduou na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, nos anos 80. Mas novamente sua real vocação o inspirou a realizar um trabalho final nada convencional. Ao contrário de seus colegas, ele escolheu o formato do vídeo para sua monografia, obtendo a nota mínima para se formar.
Logo depois ele se une aos amigos Paulo Morelli, Marcelo Machado, Dário Vizeu e Beto Salatini para a criação de películas de caráter experimental. O resultado foi a instituição da produtora independente Olhar Eletrônico. Mais adiante, outros companheiros aderiram a esta aventura – Renato Barbiere, Agilson Araújo, Toniko e Marcelo Tas. No início da década de 80, este empreedimento gerou programas como o infantil Rá-Tim-Bum, o qual totalizou 180 episódios. Desta forma, ele e seus colegas ganharam popularidade.
Na passagem para a década de 90, Fernando Meirelles decidiu optar pela publicidade e encerrou as atividades da Olhar Eletrônico, abrindo a O2 Filmes, voltada para o mercado publicitário. Ao longo desta década, ele consolidou seu trabalho como produtor de propagandas. Foi deste meio, que encontra em nosso país uma certa discriminação no campo artístico, que Fernando se lançou para o universo cinematográfico, ao adaptar o livro Cidade de Deus, de Paulo Lins, para as telas dos cinemas.
Marcando um diferencial em seu filme, Fernando resolveu contratar os atores, que encenariam a vida nas favelas, justamente neste meio ambiente. Na seleção final foram escolhidas duzentas crianças. Já os técnicos ele recrutou entre profissionais muito competentes. Seu trabalho lhe rendeu êxito tanto nacional, quanto internacional. Meirelles chegou a concorrer como melhor diretor no Oscar de 2004, embora não tenha levado o prêmio. Esta narrativa sobre a vida nos subterrâneos do crime, na cidade do Rio de Janeiro, ocupou dois anos da vida do diretor, que foi obrigado inclusive a se mudar para terras cariocas. Mas o sucesso foi tão grande, que certamente valeu qualquer sacrifício, pois gerou inclusive uma série para a TV, Cidade dos Homens.
Em 2004, novo triunfo. No tradicional Festival de Cannes, Meirelles foi indicado para Melhor Realizador - Fernando Meirelles -; Melhor Argumento Adaptado; Melhor Fotografia; Melhor Montagem, pelo filme O Jardineiro Fiel, outra adaptação, desta vez da obra homônima do autor John Le Carré. Esta foi a primeira incursão de Fernando no cenário internacional, ao filmar no idioma inglês, com Ralph Fiennes e Rachel Weizs como protagonistas. O diretor insistiu em realizar seu filme no Quênia, tendo como trilha sonora músicas africanas. O resultado é uma narrativa sensível e ao mesmo tempo contundente, poética e simultaneamente crítica, ao investir contra as ações irresponsáveis e monopolistas dos laboratórios farmacêuticos.
Sua mais recente investida no cinema internacional é a transposição para as telas da obra Ensaio sobre a Cegueira, do escritor português José Saramago. Desta vez ele traz como protagonistas a brasileira Alice Braga e o ator norte-americano Danny Glover, e tem também a presença de Julianne Moore, no papel da esposa de um oftalmologista. Este filme abriu nada menos que o Festival de Cannes de 2008, e foi muito elogiado pela crítica.
| Autores: Ana Lucia Santana Categorias: Cinema | Biografias | |
![]() | Data: 30/07/2008 |



