Milton Friedman

Por Thais Pacievitch
O economista americano Milton Friedman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia em 1976, é considerado o mais importante teórico da Escola Monetarista, um dos pais do que conhecemos como neoliberalismo. Friedman nasceu em 31 de julho de 1912, no bairro do Brooklyn, na cidade de Nova York. Filho de Jeno Saul Friedman e Sarah Ethel, imigrantes judeus russos, as questões financeiras fizeram parte de sua vida e de seus irmãos (3), desde criança, já que sua família tinha uma renda muito pequena.

Seu pai morreu no mesmo ano que Friedman completaria a educação básica em escola pública, antes de completar 16 anos. Foi agraciado com uma bolsa parcial na Rutgers University, onde conseguiu se formar em 1932. Em sua graduação, destacou-se nas disciplinas de matemática e economia.

Buscando especializar-se em economia, escolheu a Universidade de Chicago para cursar seu mestrado. Em 1933 conheceu a estudante de economia Rose Director, com quem se casou seis anos depois, e teve dois filhos.

Foi no período que passou em Chicago, e em um breve período que esteve em Columbia, que começou a estruturar suas idéias em relação ao papel do Estado, do mercado, da competitividade e da liberdade. Em 1935 participou do Programa de Reconstrução do New Deal, realizando estudos sobre padrões de consumo familiar. Entre 1941 e 1943 trabalhou no Departamento de Tesouro dos Estados Unidos, de onde saiu para trabalhar na Columbia University, onde permaneceu até 1945. Trabalhou um ano na Universidade de Minnesota substituindo George Stigler, então licenciado.

Em 1946 passa a lecionar economia na Universidade de Chicago, onde permaneceu até 1976. Apesar de defender idéias contrárias as defendidas por John Maynard Keynes, o economista mais respeitado na época, Friedman foi lentamente ganhando seu espaço. Publicou inúmeros livros e artigos sobre economia e alguns sobre políticas públicas.

Trabalhou como consultor durante o Plano Marshall. Suas idéias passaram a ser aplicadas no governo Nixon (presidente de 1969 a 1974). Foi conselheiro do governo chileno do General Pinochet. Foi colunista da revista Newaweek.

As idéias defendidas por Friedman, como a de que a organização econômica mais eficaz seria o capitalismo competitivo, o livre Mercado, a livre concorrência, no qual ao Estado só caberia estabelecer as regras do jogo, foram postas em prática a partir dos anos 70.

O Estado de Bem Estar Social, aplicado após o fim da II Guerra Mundial foi aos poucos desmontado por meio de privatizações. Estabeleceu-se o Estado Mínimo, ou seja, o Estado idealizado por teóricos como Hayek (1899 – 1992) e Friedman. Pelas suas contribuições, ganhou o Prêmio Nobel de Economia de 1976.

Porém, ao contrário do que Friedman previu, a concorrência não foi eficaz, as grandes empresas simplesmente absorveram as pequenas, e as transnacionais, as grandes corporações passaram a dar as cartas. O sistema financeiro entrou em crise, e arrastou o neoliberalismo junto.

As principais obras de Friedman foram:

• Essays in Positive Economics (1953)
• Capitalismo e liberdade (1962)
• A Monetary History of the United States, 1867-1960 (1963; História monetária dos Estados Unidos)
• Dollars and Deficits (1968; Dólares e déficits)

Milton Friedman faleceu em 16 de novembro de 2006, aos 96 anos, vítima de um ataque cardíaco, na cidade de São Francisco, na Califórnia.

Fontes
FRIEDMAN, Milton. Capitalismo e liberdade. São Paulo: Abril Cultural, 1988.