| Por Thais Pacievitch |
Diferenças com os liberais e alguns fracassos em sua gestão política provocaram sua volta ao Partido Conservador em 1.924, época na qual foi nomeado Ministro da Fazenda. Sua decisão de abandonar o padrão-ouro foi bem criticada e, na opinião dos especialistas, seu grande acerto político foi tomar uma atitude cautelosa e crítica frente ao ascendente poder dos nazistas na Alemanha, face à postura mais condescendente de outros políticos britânicos. Os acontecimentos que desencadearam a II Guerra Mundial deram razão a Churchill, fato que lhe rendeu popularidade e poder. Novamente foi nomeado Ministro da Marinha e, em 1.940, foi eleito primeiro ministro substituindo o também conservador Arthur N. Chamberlain.
A dureza dos primeiros momentos da guerra e o sistemático ataque aéreo alemão sobre as ilhas britânicas, a chamada batalha da Inglaterra, foi tratada por Churchill com algumas falhas, mas também com alguns acertos. Valeu-se de uma eficaz retórica, como fica demonstrado em sua histórica promessa ao povo britânico, de “sangue, suor e lágrimas”. Nas conferências de paz que preparavam o pós- guerra, foi um dos artífices, junto a J. Stalin e F.D. Roosvelt, da nova situação mundial e da divisão do poder. Durante as sessões da Conferência de Postdam teve de retirar-se para voltar a Londres devido à derrota das eleições de 1.945 e à vitória do líder trabalhista Clement Attlee.
No ano de 1.951, voltou a ser primeiro ministro e, depois de quatro anos, cedeu o poder a seu fiel colaborador Robert A. Éden. Churchill faleceu em 1.965 em Londres. À sua densa carreira política soma-se uma destacável e produtiva obra literária. Dentre as obras mais famosas podemos destacar: A Segunda Guerra Mundial (6 volumes, 1.948-1.953), História dos Povos de Fala Inglesa (4 volumes, 1.956-1.958) e suas Memórias (6 volumes, 1.948-1.954). Em 1.953, recebeu o Premio Nobel de Literatura e recebeu o título de Sir.
| Data de publicação: Categorias: Biografias |
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