Deriva genética

Por Débora Carvalho Meldau
A deriva genética, também conhecida como derivação genética, é  a variação do fundo genético existente nas populações, que se encontra em harmonia com a seleção natural e é resultante do acaso. Este é um processo estocástico (aleatório), que desempenha seu papel sobre as populações, levando à modificação alélica (gene pool) desta e a predominância de determinadas características na população. Embora este seja um mecanismo de evolução, não produz adaptação.

Todas as populações sofrem deriva genética; contudo, quanto menor for a população, mais rápido e drástico é o efeito da deriva genética. Este efeito pode ser um problema para as espécies que se encontram em extinção, por possuírem populações pequenas.

Os alelos passam por deriva por breves períodos. Ocasionalmente, as frequências alélicas aumentam ou diminuem de tal forma que, ao alcançarem a frequência de 1 (único alelo representado na população), ou alcançarem a frequência nula (desaparecimento do alelo da população). Estes acontecimentos recebem o nome de fixação e extinção de um alelo, respectivamente. Quando a frequência de um alelo alcança 1, apenas por meio de mutação, esta poderá alterar-se novamente, desde que a população continue isolada. A frequência alélica também pode ser alterada por meio da migração, processo pelo qual indivíduos novos implantam variação alélica na população.

A conservação de um alelo na população é comandada pelo tamanho desta. No caso de populações pequenas, poucas gerações já  são suficientes até que ocorra a fixação alélica por meio do efeito de deriva. Em populações de tamanho maior, este efeito é mais demorado.

Em raros casos, a deriva genética e a seleção natural ocorrem de forma independente uma da outra. Estes dois fenômenos atuam constantemente numa população. Todavia, o grau em que cada alelo acometido por ambos os fenômenos pode variar em consequência das circunstâncias.

Em uma população que apresenta um tamanho consideravelmente amplo, a deriva ocorre de modo lento, e a seleção pode atuar rapidamente sobre um alelo, aumentar ou reduzir sua frequência (dependendo da viabilidade do alelo). Já em populações com tamanho relativamente reduzido, o efeito predominante é o da deriva genética, sendo, nesta situação, o efeito da seleção natural menos perceptível.

Quando o tamanho de uma população é drasticamente reduzido em, pelo menos, uma geração, este período recebe o nome de gargalo de garrafa (bottleneck), podendo levar a uma grande perda da diversidade genética, mesmo que este gargalo dure poucas gerações. Isto ocorre independentemente da seleção natural. Neste caso, muitas adaptações positivas poderão ser eliminadas da população.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Deriva_gen%C3%A9tica
http://www.brasilescola.com/biologia/deriva-genetica.htm
http://www.infopedia.pt/$deriva-genetica