Desenvolvimento Embrionário e Organogênese

Por Fabiana Santos Gonçalves

Desenvolvimento embrionário em mamíferos

Na Classe dos mamíferos encontramos representantes ovíparos, ovovivíparos e vivíparos e são classificados como:

Prototheria ou Monotremata: Mamíferos ovíparos, não possuem placenta e o ovo é telolécito. Exemplo: Ornitorrinco

Metatheria ou Marsupiais: São ovovivíparos e que possuem placenta, porém rudimentar. O ovo é oligolécito e o filhote não nasce completamente formado. Este desenvolvimento é completado dentro do marsúpio da mãe, onde ele fica mamando. Exemplo: Cangurus, gambás e coalas.

Eutheria: Vivíparos, com placenta e todo o desenvolvimento do filhote é dentro do útero, nascendo completamente formado. O ovo é alécito, ou seja, não possui vitelo. Exemplo: seres humanos.

Desenvolvimento embrionário e organogênese em humanos

A placenta é formada pelos anexos embrionários cório e alantóide e pela mucosa uterina da mãe.

Após a formação da crista neural, inicia-se o processo de formação dos somitos, no começo da terceira semana e tem origem no mesoderma. Os somitos irão dar origem às vértebras, costelas e à musculatura axial.

A partir do mesoderma começa a formação do celoma, que dará origem às cavidades corporais.

Durante a terceira semana também se formam os vasos sanguíneos e o sangue. Ao final desta terceira semana, o coração é um par de tubos endocárdicos. Estes tubos ligam-se aos vasos sanguíneos.

As vilosidades coriônicas são projeções formadas através das proliferações do trofoblasto, e possuem capilares, crescem rapidamente e auxilia na troca de nutrientes entre a circulação embrionária e materna. Forma-se nesta época, uma placenta primária, além da cavidade amniótica e do saco vitelino.

Até a oitava semana, o crescimento do embrião é muito rápido e é onde os órgãos são formados. A cabeça, a cauda e as dobras laterais ocorrem na quarta semana, período onde a ocorre também a formação do intestino primitivo. Conforme o ventre do embrião se flexiona, forma o intestino anterior. A região caudal dá origem ao intestino posterior.

Entre a quarta e a oitava semana os três folhetos germinativos diferenciam-se em órgãos e o embrião já tem forma humana. Este é o período mais crítico, pois pode haver malformações caso aconteça algum distúrbio.

O período compreendido da nona semana até o nascimento é chamado de período fetal, caracterizado pelo crescimento do corpo do feto e diferenciação dos órgãos.

Com o desenvolvimento de gordura subcutânea, o feto ganha uma aparência melhor, pois sem, ela sua pele fica enrugada.

O cabelo começa aparecer e a pele é coberta por gordura, chamada vernix caseosa.

Neste período não há tantas mudanças como da quarta à oitava semana, pois é marcado apelas pelo crescimento e diferenciação dos tecidos.

O nascimento pode ocorrer por parto normal ou cesariana.

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Imagens: http://www.forp.usp.br