Extinção de invertebrados

Por Fernando Rebouças
Um quinto dos invertebrados existentes no mundo podem estar ameaçados de extinção, segundo dados da ZSL (Sociedade Zoológica de Londres) e da IUCN (Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais). Popularmente, os invertebrados são conhecidos pelas minhocas, borboletas e moluscos.

Para os cientistas, os invertebrados são responsáveis pela base de benefícios concedidos pela natureza. No solo, as minhocas reciclam os nutrientes provenientes de resíduos; as abelhas ajudam por meio da polinização e os recifes de coral servem de ambiente para outros seres vivos.

Na lista da IUCN, os invertebrados sofrem maior risco de extinção em água doce, depois em ambiente terrestre e, em terceiro nível, no ambiente marinho. As avaliações da lista vermelha da entidade consideraram informações globais e locais de diferentes países.

A ameaça de extinção aos invertebrados é tão séria quanto a de animais vertebrados e plantas. Segundo conclusões da ZSL, publicados em 2012, os animais invertebrados correspondem a 80% de todas as espécies do planeta. Da totalidade de espécies de invertebrados existente, cerca de cinco espécies correm risco iminente.

As espécies que se movimentam menos e possuem estilo de sobrevivência em pequenas áreas geográficas estão mais vulneráveis à extinção. Segundo os cálculos, 20% das espécies de invertebrado sofrem algum tipo de ameaça de extinção.

E ainda há a afirmação que um quinto das espécies de insetos, crustáceos, moluscos e outros poderão sumir por completo do planeta Terra, comprometendo a biodiversidade e alterando a qualidade de vida do ser humano.

Culturalmente, os invertebrados são vistos como pragas ou animais nojentos, estando a questão da extinção mais atrelada à animais vertebrados de grande porte, gerando desconhecimento à questão dos invertebrados. Dentre as principais causas podemos destacar a poluição, a diminuição dos habitat, mudanças climáticas, utilização do agrotóxico nas plantações, acidificação dos oceanos e invasão de espécies exóticas.

Sabemos que um inseto se torna numa praga somente quando há um desequilíbrio ambiental que prolifera a sua intensa reprodução na ausência de predadores naturais e de alterações nos ecossistemas, porém, a ausência de um determinado grupo de insetos pode prejudicar a fonte de alimentação de outras espécies e a polinização.

Fontes:
http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias6%20/noticia=731697
http://www.cfmv.gov.br/portal/noticia.php?cod=3207