Teoria Moderna da Evolução

Por Mayara Lopes Cardoso
Nas décadas de 1930 e 1940, os conhecimentos acerca da Genética foram unidos às ideias evolucionistas de Darwin numa síntese que teve como resultado uma teoria mais abrangente e mais embasada e, por isso, mais aceita para explicar as leis que regem o processo evolutivo de seres vivos. Essa teoria ficou conhecida como teoria moderna da evolução, ou teoria sintética ou, ainda, Neodarwinismo.

Basicamente, essa teoria faz referência a duas principais conclusões: 1) a evolução pode ser elucidada pelas mutações e pela recombinação gênica, norteadas pelo processo de seleção natural; 2) os fenômenos evolutivos fundamentam-se nos mecanismos genéticos.

De tal modo, na teoria moderna da evolução, as explicações genéticas são incorporadas ao conceito de seleção natural como justificativa para diversidade das características dos componentes de uma população. Quando Darwin lançou sua teoria evolucionista, cujo ponto fundamental é a seleção natural, os princípios genéticos ainda não eram bem definidos, portanto, ele não contava com um esclarecimento sólido para a origem da diversidade, o que fez com que teoria fosse sujeita a questionamentos para os quais o naturalista não tinha respostas.

Somente algumas décadas após o surgimento da Genética, os conhecimentos desse campo da ciência foram devidamente incorporados às ideias evolucionistas. Essa síntese de teorias se deu graças aos trabalhos do zoólogo Ernest Mayr, do geneticista Theodosius Dobzhansky, do botânico George Ledyard e do paleontólogo George Gaylord Simpson, que foram os principais autores da teoria moderna da evolução.

Tal teoria leva em consideração três principais fatores evolutivos, que são a seleção natural, a mutação gênica e a recombinação gênica. As mutações gênicas consistem em alterações no material genético, que pode ser na estrutura da molécula de DNA ou no número ou estrutura dos cromossomos. Já a recombinação ocorre durante a reprodução sexuada e pode ser definida como uma mistura de genes, proveniente da fecundação, do crossing over ou de uma distribuição aleatória de material genético durante a formação dos gametas. Tanto a mutação quanto a recombinação são mecanismos responsáveis pela variabilidade genética, ou seja, a diferença genética entre indivíduos, oriundas do surgimento de novos alelos e novas combinações de genes. A seleção natural, por sua vez, atua sobre os indivíduos, permitindo a sobrevivência dos seres mais adaptáveis e a transmissão de características genéticas favoráveis às próximas gerações .

Entre as principais publicações que muito contribuíram para a elaboração da teoria moderna da evolução estão o livro “Velocidade e padrão da evolução” de G. G. Simpson e “Variação e evolução em plantas” de Stebbins.

Referências:
http://www.slideshare.net/profatatiana/teoria-moderna-da-evoluo
http://www.cmf.ensino.eb.br/sistemas/matDidatico/arquivo/arquivo/1207_arquivo.pdf
http://planetabio.com/evolucionistas.html
AMABIS, José Mariano, MARTHO, Gilberto Rodrigues. Biologia das Populações. São Paulo: Moderna, 2004