Deserto do Atacama

Mestre em Ecologia (UERJ, 2016)
Graduada em Ciências Biológicas (UFF, 2013)

O Deserto do Atacama está localizado entre o Oceano Pacífico e a Cordilheira dos Andes e se estende do sul do Peru ao norte do Chile, com 105.000 km² de extensão. Ele está situado a cerca de 3.000 metros de altitude, o que torna seu ar rarefeito e é considerado um dos lugares mais secos do mundo. O Atacama é composto por diversos tipos de paisagens, que variam também em altitude, como dunas, lagos, vulcões, rochas e depósitos naturais de sal que atraem visitantes e turistas de vários países. Uma área conhecida como Cordilheira de Sal, que já esteve coberta pelo mar, impressiona com sua formação de areia, sal e rochas, esculpidas pela ação do vento e das águas ao longo dos anos.

Localização do Deserto do Atacama. Foto: NASA.

As temperaturas no deserto do Atacama variam bastante, sendo a média no Verão entre 18º C e 25º C e no Inverno entre 12º C e 16º C. A região possui uma rede hidrográfica pouco densa e com pouca precipitação. Na área do Atacama encontram-se lagos muito salgados e está quase sempre coberta por uma bruma espessa. Os gêiseres proporcionados pelos vulcões existentes no local também compõem a paisagem e chamam a atenção porque jorram vapor d’água quente, principalmente no início da manhã.

A vegetação é escassa devido à baixa umidade do ar e as plantas que conseguiram se fixar nesse ambiente possuem mecanismos para sobreviverem sob estas condições, sendo em sua maioria espécies de cactáceas. A vegetação de loma, mais importante ecossistema da região, por exemplo, vive da umidade da névoa que se condensa na superfície das pedras. Essa neblina, chamada de “camanchacas”, é o resultado da ação da corrente do Peru, também conhecida por corrente de Humboldt, que esfria o ar quente do Pacífico durante o inverno. Pequenos arbustos e árvores de pequeno porte compõem a vegetação do deserto.

Entre os animais que habitam os diferentes ecossistemas que existem no deserto do Atacama estão os flamingos rosados, que habitam a planície de sal (conhecida como Salar de Atacama) e eliminam o excesso de sal de seus organismos através de aberturas ao lado das narinas como forma de adaptação a este ambiente. Outros animais que existem no deserto são lagartos, cobras, pássaros e mamíferos, como o guanaco (um tipo de lhama).

Apesar das condições, muitos grupos de pessoas habitam o deserto do Atacama e estão geralmente concentrados em cidades litorâneas, pólos de mineração, vilas de pescadores e oásis. A cidade mais povoada do deserto do Atacama com aproximadamente 120 mil habitantes chama-se Calama e se desenvolveu por abrigar ricas jazidas de cobre, nitrato de sódio, lítio e salitre, entre outros recursos naturais. Outros povos, como os Coya habitam o norte na Cordilheira dos Andes e possuem poucos habitantes (no caso de Coya, são aproximadamente 70 habitantes) e vivem da criação de animais e dos têxteis em pequena escala.

Referências Bibliográficas:

ARIMA, Kátia. 2012. Atrações do deserto do Atacama, no Chile. < http://viagemeturismo.abril.com.br/materias/atracoes-do-deserto-do-atacama-no-chile/>

DE TARSO, Paulo. 2015. Deserto do Atacama. < http://www.revistabicicleta.com.br/bicicleta.php?deserto_do_atacama&id=1191>

FÉLIX, Fernando. 2006. Povos do Atacama. < http://www.audacia.org/cgi-bin/quickregister/scripts/redirect.cgi?redirect=EEuEpVVAFZZzNuwlwT>

REVISTA SUPERINTERESSANTE. 2004. Deserto do Atacama: Paisagens do espaço, secura e poucos sinais de vida. < http://super.abril.com.br/ideias/deserto-do-atacama/>

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