Pantanal

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Por Monik da Silveira Susçuarana

O bioma Pantanal é a maior planície inundável do mundo. Com uma área de cerca de 250 mil Km², o Pantanal estende-se pela Bolívia, Paraguai e Brasil, sendo aproximadamente 62% no Brasil, nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Inserido na parte central da bacia hidrográfica do Alto Paraguai, o Pantanal é influenciado pelo rio Paraguai e por seus vários afluentes que alagam a região formando extensas áreas alagadiças.

Pantanal brasileiro. Foto: Filipe Frazão / Shutterstock.com

Pantanal brasileiro. Foto: Filipe Frazão / Shutterstock.com

O Pantanal é caracterizado pela alternância entre períodos de muita chuva, que acontecem de outubro a março, e períodos de seca nos meses de abril a setembro. Possui região plana, levemente ondulada, com alguns raros morros isolados e com muitas depressões rasas. As altitudes não ultrapassam 200 metros acima do nível do mar e a declividade é quase nula.

O solo do Pantanal é principalmente arenoso e argiloso, esse fator associado à baixa declividade e aos muitos rios dessa região contribui para o alagamento do Pantanal. As primeiras chuvas caem sobre um solo poroso e são facilmente absorvidas, com o umedecimento da terra várias espécies de vegetais rebrotam e a planície se torna verde. Em poucos dias o solo não consegue mais absorver a água que passa a se acumular nas áreas mais baixas. O nível dos rios e lagoas aumenta provocando enchentes e o Pantanal se torna um enorme alagado. Durante a seca, a água fica restrita aos leitos dos rios, lagoas e banhados.

Há regiões altas que nunca são alagadas, como os morros isolados que se destacam nas áreas inundadas como verdadeiras ilhas cobertas de vegetação e são usados por animais que fogem da subida das águas e procuram abrigo. Algumas regiões ficam quase sempre submersas e outras se apresentam alagadas durante alguns meses.

A flutuação no nível da água é fundamental para o funcionamento desse bioma. Durante a seca, o material que se decompõe no solo contribui para o enriquecimento da água de inundação durante a cheia. Quando as águas recuam, elas deixam uma rica camada de nutrientes no solo, que servirão de base para o surgimento de uma extensa vegetação.

A fauna do Pantanal é bastante diversificada, levantamentos registraram 325  espécies de peixes, 53 anfíbios, 98 répteis, 656 aves e 159 mamíferos. Jacarés, capivaras e onças estão entre os principais animais. Destacam-se também a arara-azul e o tuiuiú (ave símbolo do Pantanal).

A flora dessa região também é bastante diversificada, formando um mosaico de plantas do Cerrado, Floresta Amazônica, Mata Atlântica e Chaco (paraguaio e boliviano). Nas áreas alagadas encontramos gramíneas, nas regiões intermediárias desenvolvem-se pequenos arbustos e vegetação rasteira e nas regiões mais altas a paisagem é parecida com a da Caatinga, com árvores de grande porte. No Pantanal é comum a presença de formações vegetais como o carandazal, formado pelas palmeiras carandá, e o buritizal, onde predominam os buritis.

As principais atividades econômicas são a pecuária, pesca e o turismo. As maiores ameaças ao Pantanal são o desmatamento e o manejo inadequado de terras para agropecuária, a construção de hidrelétricas e o crescimento urbano e populacional.

Referências
http://www.portalpantanal.com.br/
http://www.pantanal.8m.com/
http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/areas_prioritarias/pantanal/ameacas_riscos_pantanal/

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