Projeção Azimutal

Por Emerson Santiago
Projeção azimutal ou plana é uma forma de representação cartográfica que consiste na tomada de um determinado ponto, seja uma porção de terra ou de água, e a partir deste, "esticar" ou "achatar" cada um dos pontos do globo representados, mantendo-se todas as áreas equidistantes do ponto inicial. Não preserva a formas dos continentes nem suas dimensões, mantendo porém, as mesmas distâncias, sendo que as distorções desta mesma projeção encontram-se nas áreas periféricas. As deformações são pequenas próximas ao centro, porém vão aumentando com o gradual distanciamento deste.

Tal projeção é geralmente feita tomando-se um dos centros dos pólos do planeta, e tendo como referência os ângulos de determinadas estrelas no espaço para realizar uma distribuição equitativa do ponto de vista matemático de cada terreno. As distâncias e direções a todos os lugares são assim distribuídos do ponto tomado como referência; dali então teremos o ponto apropriado para se calcular qualquer coordenada.

Caso o mapa tome como ponto de referência um dos pólos, teremos então os meridianos representados por linhas retas partindo do centro do mapa, similares ao formato dos raios de uma roda de bicicleta. Já as linhas paralelas serão representadas por círculos concêntricos.

A projeção azimutal é bastante utilizada pelos pilotos de aviões no cálculo de distâncias aéreas, além de estudos sísmicos (relacionados ao comportamento das placas tectônicas e previsão de terremotos) bem como para qualquer trabalho relacionado a ondas de rádio. Sua utilização é ainda importante em estudos geopolíticos, permitindo diferentes análises e estudos da importância geopolítica de determinado país.

A bandeira das Nações Unidas traz um exemplo bastante comum de projeção azimutal do globo terrestre. Certas lentes de câmeras fotográficas de ângulos extremos, conhecidas como lentes "olho de peixe" são desenhadas para reproduzir projeções azimutais das imagens captadas.

Os tipos de projeção azimutal são:

Projeção perspectiva

Confeccionada tendo-se em conta uma suposta fonte de luz partindo de dentro do globo. Este tipo de projeção ainda divide-se em:

  • gnômonica - projeção onde a tal suposta fonte de luz parte do centro da esfera;
  • esterográfica - a suposta fonte de luz posiciona-se do lado oposto ao que se encontra ponto a ser representado; aqui o espalamento dos paralelos dá-se de forma mais sutil em relação à projeção gnônomica;
  • ortográfica - a suposta fonte de luz encontra-se em um ponto no infinito, sendo que um hemisfério poderá ser mostrado, e os espaamentos entre os paralelos diminuem à medida em que se localizam próximo ao Equador.

Projeção azimutal equivalente

Aqui os paralelos são dispostos em distâncias equivalentes em relação ao comprimento da corda da esfera em questão. Serve tanto na representação azimutal de um hemisfério como de ambos;

Projeção azimutal equidistante

Aqui busca-se que os paralelos concêntricos (linhas circulares) e meridianos radias (raios que partem do centro da representação) mantenham-se em distâncias equivalentes.