Cientista

Por Caroline Faria
Quando falamos sobre quem é o “cientista” já nos vem logo à cabeça a imagem do homem desarrumado, com cabelos desgrenhados, um pouco alheio ao mundo real, porém brilhante e que vive debruçado sobre tubos de ensaio, livros e fórmulas. Esta imagem, um tanto quanto equivocada, nos remete à época dos alquimistas que volta e meio terminavam uma experiência com uma explosão, ou então, podem ser fruto da imagem de um dos mais famosos cientistas do mundo, que era um pouco de tudo isso acima, mas que não chegava a ser nenhum ente de outro planeta: Albert Einstein (e sua eterna língua de fora).

Cientista utilizando microscópio. Foto: domínio público / Wikimedia Commons

Cientista utilizando microscópio. Foto: domínio público / Wikimedia Commons

Durante muito tempo o cientista foi visto como alguém com poderes especiais que conhecia os mistérios do mundo, quase como um mágico. Mas com o desenvolvimento de tecnologias, o maior acesso à educação e disseminação de informações esta imagem ficou um pouco para trás, embora o cientista ainda seja visto pela maioria das pessoas como alguém fora do normal.

A verdade é que o cientista é uma pessoa comum como eu ou você. A única coisa fora do normal que a pessoa que quer ser cientista precisa ter é a dedicação: são necessários cerca de oito anos a mais de estudo (mestrado e doutorado) do que uma pessoa “normal” para se tornar um cientista. Sem contar que no Brasil nem sempre o retorno financeiro é compensador. Mas quem trabalha na área alega que o mais importante é a sensação de estar trabalhando com algo novo, fazendo descobertas e pesquisas que ainda ninguém fez.

Aliás, no Brasil, o cientista costuma ser chamado de pesquisador, muito embora esta denominação seja inadequada uma vez que “pesquisadores” são também aqueles que fazem recenseamento, pesquisas de opinião e outras pesquisas, sem necessariamente, possuir o grau de doutor (doutor de doutorado mesmo, não “dotor”).

Algumas universidades oferecem programas de iniciação científica através dos quais é possível desenvolver pesquisas com o apoio da instituição e dos professores que auxiliam o aluno.

Também existe um prêmio oferecido pela Gerdau, CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e Fundação Roberto Marinho, chamado “Prêmio Jovem Cientista” que todo ano oferece prêmios e bolsas de pesquisa para jovens do Ensino Médio ou Ensino Superior e até mesmo para pós-graduandos e doutorandos que desenvolvam algum tipo de pesquisa com relevância para o desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro de acordo com o tema abordado naquele ano.

Fontes:
http://www.ufscar.br
Foto: via Wikimedia Commons / Domínio Público