Esfinge de Gizé

Esfinge de Gizé, vista lateral. Foto: Dan Breckwoldt / Shutterstock.com

Esfinge de Gizé, vista lateral. Foto: Dan Breckwoldt / Shutterstock.com

A grande esfinge foi construída ao lado da Grande Pirâmide de Gizé, no Egito por volta da IV dinastia (2723 a.C.–2563 a.C.). Sua enorme cabeça copia os traços do faraó Quefrén ou possívelmente de seu irmão Faraó Djedefré com seu turbante real.

Encontra-se no centro do que parece ser o que restou de uma antiga pedreira. Apenas sua cabeça e um pouco da parte superior de suas costas se projeta acima da elevação geral do planalto que a circunda. Foi construída com as pedras mais sensíveis que não foram utilizadas para as grandes pirâmides ao seu redor. A cabeça fica direcionada para o nascente. Possui 73,15 m de comprimento; 20,12m de altura e ocupa uma extensão em largura máxima de 4,17m. O nariz, a serpente Uraeus que ficava na testa e o cavanhaque foram destruídos pela ação do tempo.

A palavra egípcia que designava a esfinge era shesep-ankh, que significa imagem viva, e que os gregos traduziram erroneamente por sphigx, que significa atar, ligar, uma vez que a esfinge é composta por um elemento animal e outro humano ligados entre si, tornando Kéfren um Deus Sol guardião da necrópole de Gizé.

Detalhe do rosto da Esfinge. Foto: Dan Breckwoldt / Shutterstock.com

Detalhe do rosto da Esfinge. Foto: Dan Breckwoldt / Shutterstock.com

Para os egípcios, a figura do leão era tida como um guardião dos lugares sagrados e do subterrâneo de leste a oeste, assumindo as características de um protetor unido ao corpo do Deus Sol “Atum”, simbolizado através das seguintes inscrições em sua boca: “ Eu protejo a capela do teu túmulo. Eu guardo tua câmara mortuária. Eu mantenho afastado os intrusos. Eu jogo os inimigos no chão e suas armas com eles. Eu expulso o perverso da capela do sepulcro. Eu destruo os teus adversários em seus esconderijos, bloqueando-os para que não possam mais sair”.

O Segredo da Voz da Esfinge

Alguns séculos depois, as tempestades de areia começaram a enterrá-la e segundo as lendas, certa vez, por volta de 1400 a.C. a areia estava chegando próximo ao seu pescoço, quando um príncipe que caçava na região deitou próximo à sua cabeça e adormeçeu. Durante o sono, ele ouviu a voz da esfinge prometer-lhe que ele se tornaria rei do Egito antes de seus irmãos mais velhos, caso mandasse retirar a areia que a cobria. Ao despertar, o príncipe resolveu cumprir sua parte do acordo e antes que a tarefa toda fosse completada ele tornou-se o Faraó Tutmós IV. Entre as patas, consta uma inscrição com o relato do sonho do Faraó.

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