Clientes

Por Fernando Rebouças
Na Roma Antiga, a sociedade eram subdivida em quatro classes sociais, os clientes eram constituídos por homens livres sem terras e demais  propriedades, eles dependiam do apoio dos patrícios (aristocratas, nobres e líderes políticos de altíssima influência) para obter auxílio financeiro e proteção social.

Em troca, os clientes prestavam diversos serviços sociais. Os clientes gravitavam ao redor da alta classe, os patrícios. Eram servos das famílias patrícias, muitas vezes, por várias gerações. Os clientes descendiam de estrangeiros submetidos às ordens e proteção dos patrícios, de povos vencidos em conflitos com o exército romano, e ainda de ex-escravos.

Acredita-se que, historicamente, a relação entre patrícios e clientes tenha existido desde antes da fundação de Roma, uma relação referida como “patronatus”, acordo entre famílias fortes e influentes com famílias fracas e desprotegidas. O cliente era inserido na sociedade romana não como cidadão, mas graças a essa relação. Essa relação viria a ser protocolada por meio da Lei das XII Tábuas, que dissertava sobre os valores presentes na sociedade romana proveniente de uma lei de Rômulo que visava compromissos recíprocos entre clientes e patrícios, apesar da autoridade dos patrícios.

Posteriormente, essa relação também conferiria proteção judicial aos clientes, porém, no avanço dos anos, a referida clientela passaria obter proteção em troca de favores com qualquer família abastada ou indivíduo detentor de poder político e financeiro. Um exemplo é o caso da família de Cleópatra, os Ptolomeus, que se sentiram obrigados a se aliarem aos romanos, nesse caso os Ptolomeus se tornariam clientes.

A história conta que a relação entre clientes e patrícios passou por mudanças culturais, tanto que a clientela romana original desapareceu no decorrer dos anos. Nos primeiros anos de República, os clientes já eram considerados cidadãos, por outro lado, os patrícios apresentaram perdas e ganhos políticos em determinados períodos da história de Roma, mas sem perder a nobreza e a influência política.

Apesar das mudanças culturais e políticas, a relação de patronato manteve-se, sendo este um interesse dos próprios patrícios na manutenção do monopólio de seus poderes na sociedade, o poder dos mais fortes sobre os mais fracos.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Roma_Antiga
http://www.ribeirodasilva.pro.br/direitoromanoarcaico-parte1-06.html
http://civilizacaoromanaabd.blogspot.com/2009/11/sociedade-romana-ii.html