Filosofia Cristã (Santo Agostinho e Platão)

Por Fernando Rebouças
Santo Agostinho nasceu em 354, e marcou através de seu trabalho literário a especulação cristã. Foi professor de retórica antes de se converter ao cristianismo, era interessado aos temas que mais incomodavam o ser humano.

Escreveu obras importantes como “Solilóquios”, “Confissões” e “A Cidade de Deus”. O livro “A Cidade de Deus” veio a influenciar a cristandade medieval. Santo Agostinho demonstra preferência pelo platonismo, classificando-a como a filosofia mais importante e luminosa da antigüidade.

Após se converter ao cristianismo, buscou se libertar das nacos maniqueístas e céticas que possuía antes de abraçar os ensinamentos cristãos. Na escolástica medieval, estudou sobre o problema das relações entre a Razão e a Fé; mesmo aprofundado na fé, buscou compreender o existencialismo da Razão, e antes do surgimento do cogito cartesiano, já evidenciava em seus estudos sobre o indivíduo que existe, vive, pensa e duvida.

Em relação à Platão, Santo Agostinho modificou a noção da teoria das idéias, intensificando que as substâncias da vida surgem de modelos imutáveis e eternos provindos de idéias divinas, e não num mundo a parte como a teoria das idéias que Platão defendia. No sentido religioso defendia que aquele que vive da fé não busca somente o temporal, mas sobretudo os bens eternos futuros.