Cultura Indígena

Por Fernando Rebouças
No século XVIII, a corte portuguesa proibiu o uso da língua tupi. No estudo da língua portuguesa no Brasil, foram incorporadas mais de centenas de termos indígenas que se fazem presentes no nosso dia-a-dia e nos nomes de nossas cidades.

Na época do Romantismo literário brasileiro, a figura e expressão de nossos índios foram incorporados como mitos heróicos de nossa história. Ainda no século XVI, os Tupinambás haviam fundado a igreja “Santidade”, situada em Jaguaripe, Bahia, e considerada a primeira igreja sincrética, aglutinando a fé indígena e católica, na América Latina.

Há estudos antropológicos que subdivide as diversas tribos em dois conjuntos distintos, as tribos silvícolas e as campineiras. Os índios silvícolas vivem em áreas florestais, têm atividades de caça, pesca e agricultura; os campineiros vivem nos cerrados e nas savanas, executam uma agricultura menos complexa, porém produzem um artesanato mais trabalhado e amplo. Em todas as tribos, no que tange no artesanato e elaboração de utensílios, o que é mais apreciável são a cerâmica, trançado e tecelagem.

Nas expressões corporais, é notável o uso da plumária e da pintura corporal. O índio pinta o corpo para guerrear, para enfeitá-lo e defender o corpo perante o sol. Sobretudo as tribos indígenas acreditam que pintar o corpo também o protege de maus espíritos . Cada tribo possui um desenho e estilo de pintura corporal específico. Toda aldeia (taba) é a reunião de um conjunto de 4 a 10 ocas, que podem servir de morada para cerca de 400 pessoas.

No centro da aldeia fica a praça, chamada pelo índios de “ocara” , onde são realizadas reuniões, rituais religiosos e festas. Toda oca é construída sobre varas e coberta por palhas sem subdivisões de cômodo interno, quando inabitáveis são abandonadas e dão espaço para novas ocas.