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Tríptica

Em meados dos anos 50 e 60, havia um intenso debate sobre o tríptico: indústria cultural, cultura de massa e sociedade de massa. Entre os pensadores deste tempo podemos destacar Dwight Mac Donald, Edward Shill e Daniel Bell.

Mac Donald, um trotskista, utiliza-se de várias bases para criticar a cultura de massa e a vulgaridade intelectual da sociedade disposta a consumir os produtos desta cultura, para ele a única saída era a elevação do gosto literário. Edward Shill já enxergava no cenário de produção cultural da época, uma ótima oportunidade de progresso.

Edward Shill distinguiu em seus estudos a existência da cultura “superior” ou “refinada”, a cultura “medíocre” e a cultura “brutal”. A cultura “superior” seria mais séria e coerente perante os problemas abordados; a “medíocre” seria uma imitação, uma paródia da “superior”; a cultura “brutal” é expressa de maneira mais pobre, simbólica e não criativa, sempre repetitiva.

Donald acreditava que a cultura “superior” já havia sido mitigada pelas demais, Shill defendia a teoria de mistura ou mescla entre os três níveis de cultura; Donald tinha uma visão apocalíptica, enquanto que Shill dava uma visão de conceito integrado. Daniel Bell, em sua obra “The End of Ideology”, começa a lançar o conceito de “sociedade pós-industrial”.

Bell combatia pensadores como Mac Donald, como alguém poderia se exilar de uma indústria cultural e ao mesmo tempo viver dela. Bell era sociólogo, em seus estudos a sociedade pós-industrial vivia sobre a base de tecnologias inteligentes e na arena da indústria da informação.

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