Calendários

Datado há aproximadamente 30 mil anos, o primeiro artefato que poderia ter a mesma função de um calendário é um osso achatado. Nele foram inscritos intervalos referentes à crescente e a círculos que, de forma sistemática, foram interpretados como uma forma de registro das fases lunares.

Cada civilização possui um tipo de calendário. Desde a antiguidade até os dias atuais, as civilizações preocuparam-se em criar formas para medir as mudanças, estabelecer datas, meses, dias e fenômenos marcantes, sejam da natureza ou protagonizados pelos seres humanos. A origem do termo calendário vem do latim: calendas. Entre os tipos mais conhecidos, encontram-se os calendários lunares, solares e luni-solares.

Na civilização egípcia, o calendário adotado era do tipo helíaco. Este era organizado da seguinte forma: ano dividido em 365 dias, 12 meses, 30 dias com 5 dias adicionais. Já no calendário criado pelos gregos, do tipo lunar, o ano era formado por 12 meses, totalizando 354 dias. Outro calendário do tipo lunar era utilizado pelos muçulmanos, que tinha 12 meses, a hégira como ponto inicial (ano 622 da Era cristã) e 354 dias. No caso do judaico (lunar), são 12 meses de 29 e 30 dias, com a soma de 1 mês a cada 2 ou 3 anos. Para eles, o ano I da Era cristã ocorre na passagem do ano 3760 para o 3761 do calendário judaico.

No ano de 1793 os franceses instituíram o calendário republicano. A divisão é a seguinte: 12 meses com 30 dias, acrescentando cinco dias de complemento a cada mês. Depois, em 1806, o papa Gregório XIII instituiu na França o calendário gregoriano, utilizado atualmente.

Na América do Sul pré-colombiana, povos como os maias, incas e astecas também possuíam calendários. Os maias utilizavam dois calendários ao mesmo tempo. Um tinha 365 dias e era civil e o outro, de caráter ritual, era organizado em 13 grupos com 20 dias. Pela elaboração destes calendários, nota-se que os maias possuíam grande conhecimento de astronomia. Seus cálculos eram mais precisos do que os encontrados no calendário asteca. Além disso, na América, a civilização maia é responsável pelo conceito de zero como ausência de valor.

Fontes:
FERNANDEZ-ARMESTO, Felipe. Ideias que mudaram o mundo. 1ª edição. São Paulo: Arx, 2010.
http://revistaescola.abril.com.br/historia/fundamentos/como-onde-feito-primeiro-calendario-babilonia-mesopotamia-sumerios-caldeus-511216.shtml
http://www.calendario.cnt.br/Portal/portal.htm

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