Por Fernando Rebouças |
Deste período de ditadura restaram choques políticos e culturais entre o nacionalismo espanhol e o nacionalismo regional. Em certas regiões onde vigoram as línguas nas quais foram reprimidas nos tempos ditatoriais, verifica-se um processo de repulsa do castelhano e um resgate da língua local.
Grupos de estudiosos das universidades espanholas defendem que todas as línguas do território espanhol devem ser oficializadas como línguas espanholas. Até o ano de 2008, a Espanha possui um total de 45 milhões de habitantes, na região da Catalunha há cerca de 7 milhões que utilizam o idioma catalão.
Na Galícia, com quase 3 milhões de habitantes, o idioma castelhano compartilha território com o idioma galego. No país Basco, onde habitam 2 milhões de pessoas, a minoria das crianças são alfabetizadas em castelhano.
O governo regional basco mantém um decreto que obriga as empresas com mais de 400 metros quadrados a empregar pessoas que dominem a língua basca. O catalão, o galego e o castelhano são línguas românicas, desenvolveram-se durante as invasões de povos bárbaros na Europa durante a era das trevas; a língua basca tem mais de 400 anos e possui estrutura lingüística religiosa.
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