Porta-aviões

Um porta-aviões é um navio de guerra projetado com o objetivo principal enviar e recuperar aeronaves, funcionando como uma base militar em alto-mar. Geralmente, o porta-aviões será a capitânia de uma esquadra, uma vez que permitem à força naval enviar suporte aéreo a qualquer ponto do mundo, sem depender de bases locais para preparar operações aéreas, além de serem estruturas muito caras e, portanto, devem ser muito bem protegidas. Atualmente, qualquer país que planeja exercer algum tipo de influência estratégica internacional necessita de porta-aviões.

Porta aviões nuclear USS George H.W. Bush (CVN-77).

Porta aviões nuclear USS George H.W. Bush (CVN-77).

Os porta-aviões atuais são tão caros que as nações que os mantém acabam colocando um significante risco em suas atuações políticas e econômicas, caso um deles seja perdido ou até mesmo usado em um conflito importante. Por não terem o poder de fogo de outros navios de guerra, os porta-aviões são considerados bastante vulneráveis ao ataque direto de outras embarcações, aeronaves ou submarinos. Por isso, os porta-aviões são escoltados por outros navios que têm a missão de protegê-lo.

Com o advento de aviões mais pesados que o ar, e mais resistentes, logo foi pensado se seriam capazes de decolarem e aterrissarem com segurança em embarcações. Em 1910 aconteceu a primeira decolagem experimental de um avião desse tipo a partir do deque de uma embarcação, o cruzador norte-americano USS Birmingham, e a primeira aterrissagem aconteceu em 1911, e a primeira vez que um avião decolou de um navio em alto mar foi em 1912, usando o inglês HMS Hibernia.

Logo depois surgiram os hidroaviões militares. Eles eram acompanhados por navios de suporte, que continham oficinas e carregavam suprimentos para apoiar esse tipo de aeronave, que ainda não decolavam a partir desses navios, mas necessitavam deles para operar. O primeiro ataque usando hidroaviões foi realizado em 1914 pela Marinha Imperial Japonesa, durante a Primeira Guerra Mundial. Logo, grandes navios com deques planos foram sendo construídos, possibilitando o seu uso como pista de pouso. O primeiro ataque realizado a partir de um porta-aviões aconteceu em 19 de Julho de 1918, quando sete Sopwith Camel decolaram do navio americano HMS Furious.

Após o fim da guerra, as maiores nações vencedoras assinaram o Tratado Naval de Washington de 1922, como uma forma de prevenir uma forte corrida armamentista. Basicamente, o tratado limitou algumas construções navais. As capitânias normais sofreram fortes limitações, o quê não ocorreu com os porta-aviões. Por causa dessas limitações impostas aos navios de guerra convencionais, muitos deles acabaram sendo convertidos para gigantescos porta-aviões, como é o caso dos grandiosos Lexingtons (americanos) e o Akagi (japonês).

Já durante a década de 1920, várias nações começaram a encomendar e construir navios de guerra desenhados para atuar como porta-aviões. Isso permitiu que o casco dessas embarcações fosse especializado nesse novo papel, resultando em navios superiores a aqueles que eram resultados de conversões.

Já no fim da década de 1930, os porta-aviões já eram capazes de empregar três tipos de aviões: torpedeiros, bombardeiros e, claro, os caças, que aqui eram usados principalmente para defesa aérea da esquadra e a escolta dos bombardeiros. Por causa do pouquíssimo espaço disponível nesses porta-aviões, os aviões eram pequenos, geralmente com asas dobráveis, úteis para otimizar o uso de espaço na embarcação.

Durante a Segunda Guerra Mundial, estes navios se tornariam a espinha dorsal das forças navais americanas, britânicas e japonesas, dando origem às esquadras de porta-aviões. No começo da guerra, o Japão tinha dez porta-aviões, que era a maior e mais moderna força de porta-aviões no mundo, contra 6 porta-aviões americanos e 3 porta-aviões britânicos. O ponto de virada no Teatro do Pacífico aconteceu com a Batalha de Midway, quando um ataque surpresa norte-americano conseguiu afundar quatro porta-aviões japoneses.

Mais recentemente, os porta-aviões têm sido usados como ferramentas para a manutenção da soberania territorial e períodos de paz. Os seus usos mais recentes se deram na Guerra das Malvinas, quando a Inglaterra venceu a Argentina há milhares de quilômetros de distância. Além disso, os Estados Unidos fizeram uso dos seus porta-aviões nas campanhas no Oriente Médio, no Iraque e no Afeganistão.

Atualmente, os Estados Unidos possuem o maior efetivo de porta-aviões em atividade. São onze no total (metade de todos no mundo), e mais um que está em construção, sendo eles todos da classe dos super porta-aviões. O Brasil possui um porta-aviões: o NAe São Paulo, construído em 1960 pela Marinha Francesa, e incorporado pelo Brasil em 2000.

Fotografia: http://www.public.navy.mil/airfor/cvn77/Pages/USS%20GEORGE%20H.W.%20BUSH%20(CVN%2077).aspx

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