Roubo de túmulos

Além de crime, o roubo de túmulos é um ato de profanação contra criptas no intuito de furtar artefatos da sepultura ou ornamentos pessoais de valor que tenham sido enterrados junto com o corpo do defunto.  Considerados como ladrões de túmulos e sepulturas, o praticantes deste ato chegam até mesmo a roubar os próprios cadáveres, além dos objetos que os acompanham.

Existem até mesmo grupos criminais organizados para roubar túmulos. Diversas tumbas com grande valor histórico acabam desaparecendo, além dos incontáveis furtos em sítios arqueológicos. Muitas vezes, estas ações impedem que os peritos investiguem o material descoberto, o que causa grande atraso científico. Fora isso, este tipo de ação pode aniquilar a memória de épocas mais antigas. Os artefatos roubados, ao serem vendidos separadamente, acabam fazendo adornos, artes e decorações ficarem foram de seu contexto histórico e, assim, perderem seu significado.

Geralmente, os ladrões de túmulo são oportunistas que lucram alto com a venda de artigos de valor no mercado negro. Alguns destes tesouros são vendidos para centros acadêmicos ou museus, que adquirem as peças por um valor menor sem saber a procedência. Existe a venda para colecionadores privados, o que torna mais difícil as peças serem encontradas.

No Brasil, no ano de 2011, 500 placas com nomes e fotos de falecidos foram roubadas de um cemitério no município de Rolândia, norte do estado do Paraná.  Um ano depois, Elmer Grandin, um ator norteamericano que atuou no cinema da década de 20, teve seu cadáver furtado de uma tumba que ficava em Nova York. Os ladrões profanaram o morto levando-o a uma celebração com vestimentas de Darth Vader. No mesmo dia, a polícia descobriu  e devolveu o esqueleto do ator ao cemitério.

Mas outros fatos bizarros acompanham os roubos de túmulos. No ano de 2009, no cemitério General del Sur, localizado em Caracas (Venezuela), várias tumbas foram abertas e os cadáveres desapareceram. Naquele local eram enterrados cidadãos da elite da Venezuela, mas o roubo não teve interesse financeiro. De acordo com informações da polícia local, os ladrões eram parte de uma seita de nome Palo, que utilizava os ossos para realizar seus rituais. Os seguidores da Palo acreditam que as pessoas poderosas possuem cadáveres com mais energia.

Nos anos sessenta, Oscar Wilde, um escritor controverso, teve adornos de seu túmulo roubados. Em sua lápide, localizada no cemitério de Père – Lachaise, Paris (França), diversos fãs acabaram por furtar algumas partes da sepultura como espécies de souvenires. Na tumba, havia uma estátua de anjo que possuía um pênis, o membro foi roubado por duas vezes. Outra curiosidade é que o túmulo de Wilde apresenta diversas marcas de batom que são deixadas por suas fãs.

Fontes:
http://londrina.odiario.com/policia/noticia/395570/policia-investiga-roubo-de-mais-de-500-placas-de-tumulos-em-rolandia/
http://en.wikipedia.org/wiki/Grave_robbery
http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalhe/32847/Policia+prende+ladrao+de+sepulturas+em+Bauru
http://osvaga.blogspot.com.br/2010/07/top-10-roubos-de-tumulo-mais-bizarros.html

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