Por Fernando Rebouças |
Dentro destas esferas concêntricas a Terra ocuparia o centro imóvel do sistema. O movimento das diversas esferas explicaria o movimento observado nos astros do céu como o desencadear das estações e do ciclo de gerações dos diferentes seres do mundo.
O universo seria necessário para o próprio universo, para Aristóteles o surgimento de algo é necessário e sempre circula e volta para o seu ponto de partido; haveria um limite para a geração das coisas, e se não houvesse limite para a geração dos componentes universais, os mesmos surgiriam dispostos em caminho retilíneo ou circular.
Se a geração de algo é eterna, a mesma não seria eterna e retilínea ao mesmo tempo, pois o que é eterno não possui ponto inicial. O que é eterno não pode ser limitado. Segundo Aristóteles : “(…) Se, com efeito, o corpo movido circularmente move sempre outra coisa, é necessário que o movimento das coisas por ele movidas seja também circular”.
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