Câncer de Estômago

Por Débora Carvalho Meldau
O câncer gástrico, também chamado de câncer de estômago, trata-se da presença de células malignas em algum ponto da mucosa estomacal.

Predominantemente, as neoplasias gástricas apresentam-se sob três formas distintas:

  • Adenocarcinoma (totalizando em torno de 95% dos casos);
  • Linfoma (cerca de 3% dos casos);
  • Leiomiossarcoma.

Grande parte dos indivíduos (65%) diagnosticados com câncer de estômago apresenta idade superior a 50 anos, sendo que a maioria é do sexo masculino. O pico de incidência desta patologia se encontra por volta dos 70 anos de idade.

Diversas pesquisas têm apontado que a alimentação é o principal fator desencadeante do câncer gástrico. Uma alimentação com baixa quantidade de vitaminas A e C, carnes e peixes, ou até um elevado consumo de nitrato, alimentos defumados, enlatados, que contêm corantes ou conservados no sal compõem fatores de risco para o aparecimento deste tipo de neoplasia. Fatores ambientais também podem estar ligados à incidência de câncer gástrico, como, por exemplo, a má conservação dos alimentos e o consumo de água oriunda de poços que apresentam elevada concentração de nitrato.

Existem também fatores de risco de origem patológica. Dentre eles estão:

  • Anemia perniciosa;
  • Lesões pré-cancerosas, como a gastrite atrófica e metaplasia intestinal;
  • Infecções gástricas pela bactéria Helicobacter pylori.

Além disso, indivíduos fumantes, que consomem bebidas alcoólicas ou que já tenham passado por uma cirurgia no estômago possuem maiores chances de desenvolver este tipo de câncer.

Não existe uma sintomatologia específica para o câncer de estômago. Contudo, algumas características podem indicar a presença de alguma alteração gástrica, como a perda de peso, anorexia, fadiga, sensação de plenitude gástrica (estômago cheio), náuseas, vômitos e desconforto abdominal.

Outras manifestações clínicas podem indicar estágio avançado da doença, como a presença de uma massa palpável no terço superior do abdômen, hepatomegalia, adenomegalia na região supraclavicular esquerda e nódulos periumbilicais.

Embora sangramentos gástricos não sejam comuns em lesões malignas, a hematemese (vômito com sangue) pode estar presente em 10 a 15% dos casos de neoplasias gástricas.

Uma vez que o câncer gástrico apresenta sintomatologia variada e inespecífica, seu diagnóstico costuma ser tardio. São utilizados dois métodos de diagnóstico: endoscopia digestiva alta, que é o método de detecção mais eficiente; e o exame radiológico contrastado do estômago. Por meio da endoscopia é possível coletar material para biópsia e a avaliação citológica da amostra. Já por meio da ultrassonografia endoscópica, é possível avaliar a extensão do tumor na parede gástrica, sua propagação a estruturas circunvizinhas e os linfonodos.

O tratamento de eleição para este tipo de câncer é a cirurgia de ressecção (gastrectomia). Esta pode ser de parte do estômago ou de sua totalidade, juntamente com a remoção dos linfonodos adjacentes, sendo esta a única chance de cura. A quimioterapia e a radioterapia são terapias secundárias, associadas à cirurgia.

A prevenção do câncer de estômago é feita por meio da adoção de uma alimentação balanceada, com vegetais crus, frutas cítricas e alimentos com muitas fibras. Em associação, é importante evitar o uso de tabaco bem como a ingestão de bebidas alcoólicas.

Fontes:
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?69
http://www.revistademedicina.ufc.br/v41/v416.htm
http://www.fcecon.am.gov.br/programas_01.php?cod=5849103

AVISO LEGAL: As informações disponibilizadas nesta página devem apenas ser utilizadas para fins informacionais, não podendo, jamais, serem utilizadas em substituição a um diagnóstico médico por um profissional habilitado. Os autores deste site se eximem de qualquer responsabilidade legal advinda da má utilização das informações aqui publicadas.