Câncer do colo do útero

Graduação em Biologia (CUFSA, 2010)
Especialização/MBA em Análises Clínicas (Uninove, 2012)

O câncer do colo do útero é um dos tipos de câncer mais frequentes e com considerável taxa de mortalidade na população feminina. Apesar das taxas de mortalidade serem elevadas, se a doença for descoberta precocemente tem grandes chances de sucesso no tratamento e hoje em dia com todo o sistema de rastreamento disponível essas taxas veem diminuindo. O principal fator de risco para o desenvolvimento desse câncer é uma infecção persistente por alguns tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano - HPV.

O HPV é altamente contagioso e está relacionado com uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo, as verrugas genitais. Em geral, a infecção é transitória e eliminada pelo sistema imunológico sem grandes problemas. Além de ser o responsável por lesões benignas de pele e mucosas, o HPV também está envolvido no desenvolvimento de diversos tumores, incluindo o de colo de útero. O HPV desempenha um papel central no desenvolvimento da doença sendo detectado em quase 100 % dos cânceres de colo uterino. Vale ressaltar que a infecção genital por HPV é muito frequente e, em geral, não causa doença pois é combatida pelo sistema imunológico do indivíduo, porém, em alguns casos ocorre uma infecção persistente que pode gerar alterações celulares que progridem para o câncer.

Sintomas

Inicialmente esse tipo de câncer costuma ser silencioso e mulheres com lesões pré-cancerosas ou com câncer de colo do útero em estágio inicial são assintomáticas, por isso o rastreamento é tão importante. Quando os sintomas começam a aparecer a doença já pode estar em um estágio avançado.

Os sintomas mais comuns são: sangramentos irregulares, ou seja, fora do período menstrual, secreção vaginal que pode ser purulenta e fétida, dor durante o ato sexual, dores locais e também pode ocorrer perda de peso, fadiga e náuseas.

Diagnóstico

Em geral, o diagnóstico é realizado através do exame de rastreamento Papanicolau (citologia oncótica) que detecta lesões precursoras. Toda mulher que tem ou já teve vida sexual deve fazer o exame. Quando não apresentam lesões visíveis, mas no Papanicolau consta um resultado anormal, as mulheres são submetidas à colposcopia com biópsia dirigida das lesões suspeitas para o exame anatomopatológico. Exames moleculares também auxiliam no diagnóstico do DNA do vírus, mas não são indicados sozinhos pois a infecção por HPV é muito frequente e encontrar o DNA do vírus não significa que a pessoa tem ou desenvolverá o câncer.

Tratamento

Não existe um tratamento especifico para a doença e cada caso deve ser avaliado e orientado por um médico especialista. Entre os tratamentos mais comuns estão a cirurgia, quimioterapia e a radioterapia.

Prevenção

Atualmente, encontra-se disponível a vacinação para o HPV. A vacina tetravalente contra o vírus é indicada para meninas de 9 a 13 anos de idade e mais recentemente foi estendida para meninas de 14 anos e meninos de 12 a 13 anos de idade e protege contra os subtipos 6, 11, que são de baixo risco, associados com as verrugas genitais e os 16 e 18, de alto risco, que são os responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero.

Lembrando que esse tipo de câncer tem forte influência com o comportamento sexual devido o vírus ser sexualmente transmissível, o uso de preservativos durante a relação sexual auxilia na diminuição do risco de contágio. A falta de acesso e procura ao sistema de rastreamento dificulta o tratamento da doença. A infecção por HPV, em geral, é persistente por vários anos até que ocorra o desenvolvimento do câncer e apenas uma pequena parcela das mulheres infectadas com o vírus irá desenvolver o câncer do colo do útero.

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