Câncer no Colo de Útero

Por Thais Pacievitch
O câncer no colo de útero é caracterizado por alterações celulares no colo do útero feminino. Essas células anormais apresentam crescimento lento. São necessários anos para que as células anormais, que a princípio não são chamadas de câncer, e sim de displasias (células pré-cancerigenas), tornem-se células tumorais.

Daí a importância do exame preventivo, ou Papanicolau, que é capaz de detectar as alterações celulares logo no inicio, pois consiste exatamente na coleta de material citológico, ou seja, de células da parte interna e externa do útero. Esse exame deve ser realizado anualmente (ou de acordo com a indicação médica) por mulheres que tenham iniciado sua vida sexual (ainda que não estejam ativas), sobretudo dos 25 aos 59 anos.

Quando é detectada alguma alteração celular, o médico pode optar por uma colposcopia, um exame simples e indolor, que permite ao médico observar o colo uterino com visão aumentada e iluminada, a procura de lesões. Caso encontre alguma alteração, o médico pode optar por realizar uma biópsia, ou mesmo retirar toda a lesão, quando pequena. São dois os tipos de células cancerígenas nesse caso: o Carcinoma de células escamosas (responsável pela maioria dos casos), e o Adenocarcinomas (de menor incidência).

A incidência do câncer de colo de útero é grande. Dentre os fatores de risco destaca-se a infecção por HPV (papilomavírus humano), vírus sexualmente transmissível. A maioria dos casos de câncer no colo do útero é causada por duas variedades de HPV (existem mais de 100 variedades). Felizmente, já existe uma vacina para os tipos de HPV causadores de câncer no colo do útero, embora a mesma ainda não seja fornecida pelo Sistema Único de Saúde.

Devido ao lento crescimento das células anormais, os primeiros sintomas do câncer no colo do útero só aparecem quando a doença já progrediu. São eles: dor durante as relações, menstruação longa e em grande quantidade, pequenos sangramentos fora da época, após relações sexuais, exames ginecológicos ou ainda após a menopausa, e corrimento.

O tratamento utilizado depende de cada caso, e principalmente da precocidade do diagnóstico. A cirurgia pode ser indicada, tanto para retirar ou destruir apenas a região afetada (criocirurgia, cirurgia a laser ou conização), ou, em casos mais avançados, retirar o colo e o útero (histerectomia), entre outras. Radioterapia e quimioterapia também são utilizadas.

Os índices de cura e de sobrevida variam de acordo com a precocidade do diagnóstico.

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