Carcinoma Espinocelular

Por Débora Carvalho Meldau
O carcinoma espinocelular, também denominado carcinoma epidermóide ou escamoso, é uma neoplasia das células espinhosas presentes na epiderme, caracterizando-se por rápida evolução e alto poder invasivo e metastático.

Esta representa a segunda forma mais comumente encontrada de câncer cutâneo (15-20% do total desses tumores). São mais frequentes em indivíduos de meia idade ou mais, que apresentam pele, cabelos e olhos claros e que estão expostos freqüentemente aos raios solares; a exposição aos raios ultravioletas de câmaras de bronzeamento artificial também elevam o risco de desenvolvimento desta neoplasia. Alguns carcinomas espinocelulares possuem origem de uma pequena lesão avermelhada, denominada ceratose actínica.

Inicialmente, costuma apresentar-se como uma lesão crostosa ou descamativa na pele com uma base vermelha inflamada, um tumor que cresce ou uma lesão que não cicatriza, formando lesões elevadas ou vegetantes (aspecto de couve-flor); pode ocorrer ulcerações com sangramento. Habitualmente, afeta áreas que são mais expostas ao sol, como a face, pescoço, braços, couro cabeludo, dorso, mãos e orelhas. Também pode acometer outras partes do corpo, como a boca, lábios, genitálias, entre outras.

O diagnóstico deve ser realizado com base nas evidências clínicas e epidemiológicas relacionadas com esta neoplasia. O diagnóstico confirmatório é realizado por meio de um detalhado exame histopatológico de uma amostra adequada da lesão.

O tratamento desta neoplasia é cirúrgico, por meio da remoção total da lesão. A radioterapia é indicada para pacientes acima de 50 anos de idade que apresentam a lesão bem definida. Tumores em locais de difícil acesso, como nariz e orelhas, podem ter indicação de radioterapia.

Em certas situações graves, em casos de neoplasias muito invasivos e destrutivos, pode ser necessária a realização de cirurgias desfigurantes, com amputação do pênis, vulva, pododáctilos, pés ou pernas. A existência de metástase ganglionar pode incitar a cirurgia para esvaziamento ganglionar, em certos casos, em associação com a quimioterapia sistêmica.

A prevenção dessa neoplasia se faz evitando a exposição à luz ultravioleta do sol e de câmaras de bronzeamento artificial em qualquer idade.

Fontes:
http://www.dermatologia.net/novo/base/doencas/espino.shtml
http://www.emmanuelfranca.com.br/doencas/doencas103_carcinoma_espinocelular.html
http://www.marcoantoniodeoliveira.com.br/carcinoma-espinocelular.php
http://netsim.fm.usp.br/cadapele/caespino.htm
http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/doencas/doencas+de+pele/cancrodapele.htm

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